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Os invisíveis

Nascemos numa determinada condição. Temos uma família, amigos e amigas que vão se agregando com o passar dos anos, relacionamentos, por vezes constituímos família e vêm os filhos e filhas e, de repente, nos descobrimos já enredados em toda uma história de vida, composta por nossos atos, por nossas vivências. Temos nosso trabalho, nossa vida social, nossas buscas... Na maior parte das vezes não notamos isto acontecer, somos levados pelas situações de vida, uma após a outra e de repente descobrimos que somos "o que fizeram de nós". O primeiro e mais difícil passo na trilha dos invisiveis é lidar com o "que fizeram de nós". E o que fizemos de nós.

É muito difícil isso, mesmo quando pregamos que devemos mudar e tal e tal estamos usando toda uma sintaxe e modo de agir e um portar-se completamente escravizado ao que "fizeram de nós". E óbvio o que fizemos de nós. Pensar como vítima, só atrasa.

Passamos a vida repetindo as mesmas histórias, as mesmas rotinas, as mesmas frases, depois é uma enfadonha variação sobre o mesmo tema, muitas vezes nem tão ampla assim, apenas o repetir e o repetir dos mesmos diálogos, dos mesmos medos, das mesmas carências, dos mesmos conceitos prontos.

Este é o primeiro ponto que o caminho dos invisíveis toca, somos criaturas de inventário. Vivendo construímos uma vida, relacionamentos, geramos uma imagem que as pessoas se fiam, a ponto de poderem mesmo prever como vamos reagir numa situação. E gostamos disso. Dizemos : "Sou assim" , ou ainda "é meu jeito" , "sou desse jeito" , "me conheço".

Quando nos dedicamos a uma sincera e profunda observação de nós mesmos vamos descobrir que o pretenso "eu" inexiste enquanto tal, isto é enquanto entidade singular, somos é aglomerado, uma aglomerado de sentimentos, de jeitos de reagir, de emocionar e raciocinar que de manhã quer uma coisa, de tarde outra e a noite outra.

Isto não é um tema para "crer" é algo para se observar e constatar. Muitos caminhos propõe vários exercícios de auto observação para que possamos constatar o fato dessa multidão disfarçada de "eu" que somos, assim como a inexistência, até que trabalhemos para, de um ente singular e consciente em nós.

Há duas formas de abordar o caminho dos invisíveis . Podemos usar as informações "místicas" para melhorar nossas vidas, como podemos usar as informações médicas para viver com mais saúde. Mas isso não nos faz invisiveis ou médicos, nos faz pessoas mais espertas que a média, que usam de conhecimentos mais especializados para viver com mais qualidade.

Agora, pretender SER um invisível é outra coisa, outro departamento e não é para espíritos fracos, indecisos, que querem apenas melhorar sua "condição de vida" mas não tem as "vísceras de aço" e o "amor a vida", senso crítico, rebeldia, e uma mente ativa, curiosa e questionadora que os videntes vêem como condições básicas para a ousadia de enfrentar a imensidão que nos envolve.

Por isso é importante deixar claro que existem muitos caminhos de Xamanismo, caminhos que exigem muito menos que o Xamanismo invisível...

Não são caminhos "menores", "menos evoluídos", "mais fracos", não, nada dessas bobeiras comparativas, apenas são outros caminhos e tem todo seu valor , devem ser respeitados, tem suas metas, mas não devemos confundir o xamanismo invisível com toda sua exigência de disciplina e dedicação com outros caminhos ...

O primeiro passo para quem pretende iniciar-se na árdua trilha do invisível é saber que a vida comum ficou para trás. Não adianta querer ser mais ou menos, querer ficar com um pé em cada canoa, ou tu passas a dimensão mítica do invisível que é um estado de sonho acordado, um mito que foi gerado num passado incalculável, na imensidão desconhecida do espaço-tempo e chega até nós ou é melhor assumir que queremos apenas tirar dicas desses conhecimentos para melhor viver, como alguém que lê obras médicas para se informar sobre um viver saudável, mas não quer ter o trabalho de se formar médico. Tu podes saber muito de medicina e isso te ajudar bastante em tua vida, mas isso não te expõe a ter que sair de madrugada para atender alguém.

Um invisível , por exemplo, tem que apagar a própria vida e a própria rotina, por exemplo, para poder entrar e sair dos mundos vários que visita sem chamar a atenção.

Alguém que tem filhos, família, meio social, vida profissional rígida e exigente crê que pode fazer isso?

Não há como conciliar a medíocre vida "comum" e a avassaladora proposta do caminho do invisível.

E o paradoxal é que o começo do caminho passa pela resolução do aqui e agora onde estamos, da vida cotidiana que vivemos, mas não se limita nela.


A vida comum pode ser usada como campo de treino e combate, como campo de desenvolvimento, mas isto já significa uma mudança imensa de nossa relação com a vida e com as pessoas do mundo que nos cercam.

Um homem ou mulher que começa a trilhar o CAMINHO vai notar que sua vida "comum" ficou prá trás e cada vez mais é distante qualquer coisa que nela estava.

Por isso é dito que a morte é o passaporte para o estado de invisível e não é nada simbólica essa morte, é real, total, completa, o velho ser, que nasce para servir a desígnios vários que não o seu, tem mesmo que morrer, para que haja o renascimento completo e surja o novo ser.

Aprender a agir pelo prazer de agir é um dos pontos fundamentais nessa mudança. Deve-se observar o ego e o vocabulário que usa-se para notar que interiormente ainda está em busca de aprovação, de recompensas, por mais "espirituais" que pintem essas recompensas.

Raramente entendemos quando o universo nos envia alguém como seu elo, ficamos presos a nosso eu mesquinho, desconfiado e nem percebemos a imensa sorte que temos.

Uma das maldições dos seres humanos é essa, só perceberem as coisas depois que elas já não estão mais ao seu alcance.

Não ter história pessoal é uma conquista que precisa ser cuidadosamente trabalhada, mal direcionada pode levar a uma esquizofrenia completa, onde a pessoa não sabe para onde vai nem onde fica, o popular onde eu estou? Para onde eu vou? Quem sou eu?

Tem gente que não combina com a família, com o meio onde vive e quer usar de desculpas místicas para "fugir" desses desafios.

Outros escutam alguns termos novos de magia, ocultismo, e já saem por aí papagaiando informações que o sujeito ainda nem assimilou, nunca vivenciou, apenas ouviu falar. A superficialidade, e a necessidade de reconhecimento que divide e atrapalha o entendimento, colocando as carroças na frente do boi. Fora o "altum falatorium" para ser o centro das atenções numa roda de conversa , onde a maioria só fala de futebol, sexo, novela e festa.

E o CAMINHO não é de confusão, nem de atrapalhações, muito menos de fuga, neste sentido de perder o equilíbrio existencial, justamente o contrário, só um profundo estabelecer de um equilíbrio existencial pode nos colocar em sintonia com as energias mais amplas que nos abrem portas para mundos outros que não esse.

A vida "comum" não combina com o Caminho, paradoxalmente só resolvendo e atravessando a vida comum poderemos "entrar no caminho" , pois nosso desafio é o mundo onde estamos, os maiores obstáculos estão na vida cotidiana e só quando eles forem vencidos poderemos ter certeza que estamos prontos a nos aventurar na vastidão.

Pois este tem sido o desafio, nós que nada somos, suportarmos sem ser destruídos, enfrentar a absoluta solidão da ETERNIDADE.

Sonhar não é fantasiar.

Sonhar é transformar o sonho em um local efetivo e pragmático de ação.

Sonhar tem poder porque podemos morrer nele, isto é uma frase fantástica para ser meditada.

Para um invisível o sonhar é seu campo de ação e trabalho, tanto quanto o mundo cotidiano é seu campo de ação e trabalho.

Assim, tem valor, os momentos que estamos auto conscientes, tudo mais é fantasia e escapismo, quer neste mundo, quer em outros, com o agravante que o mundo dos sonhos pode nos iludir muito mais com imagens e vivências cheias de fantasias nas quais as pessoas adoram bajular

Espreita não é fingimento.

Muda teu jeito, teus hábitos, teu linguajar, tua história, tudo e de tal forma isso ocorre que tudo que acontece na tua vida focaliza ainda mais o que está sendo espreitado, pois a espreita para um invisível do abstrato, que não tem propósitos , que age pelo prazer de agir e é apenas reflexo do espírito é guiada pelo próprio universo, cabendo-nos apenas fluir com as diretrizes, os sinais que o éter claramente coloca em nossas vidas.

Por isso mesmo se tudo que foi armado numa situação não der certo, mesmo que as pessoas envolvidas numa complexa espreita falhem miseravelmente, optando por ceder a seus medos, voltando a sua forma antiga de agir e perdendo (temporariamente que seja) tudo que foi trabalhado, um invisível em nada se acontece, pois desde o começo não esperava nada mesmo, apenas vai rir e se recolher em si mesmo, aguardando o próximo desígnio do céu, que nos enviará a outros sinais, para novas aventuras.

Desejar o PODER, pretender trilhar o CAMINHO é algo muito, muito sério, porque é avassalador.

É uma pretensão sem volta, quando pretendemos, sinceramente, ir ao CAMINHO, o CAMINHO vem até nós também, o mesmo tanto que lutamos pelo CAMINHO o CAMINHO luta por nós.

Ser um invisível não é uma decisão que tomamos, é algo que é decidido lá fora, nesta imensidão incomensurável da qual somos parte ínfima e insignificante.

Um invisível não se aventura no desconhecido por cobiça, isto seria tolice, a cobiça não funciona nesta vastidão.


D. Juan Matus dizia que só por AMOR, amor ao que intriga, ao mistério, a vida, isto é que motiva um invisível a esta tremenda aventura. O pragmatismo de um invisível vem da constatação de que o pior que podia acontecer é morrer e isto é a única certeza que temos, daí que nós que já perderam tudo, o que mais temeríamos perder?

Um invisível nada tem, para nada ter a perder, assim sem apegos pode se lançar livre e voluntariosamente ao desconhecido, as vastidões da ETERNIDADE e suportar mesmo o frio olhar da INFINITUDE.

Um invisível sabe que a parte humana da TOTALIDADE é pequena demais, assim não há como "pedir", "rezar", "barganhar" com esta TOTALIDADE, como fazem as religiões, assim tudo que temos é nosso poder pessoal, nem mais nem menos.


Um invisível sabe que é efêmero, nada mesmo, que só tem este tempo mágico sobre a Terra e vai viver tempo de menos para presenciar todas as maravilhas possíveis, assim isto é uma pena, mas só isso ,uma pena e ser um invisivel é justamente usar esta constatação não para autocomiseração ou auto piedade, mas para tornar mais forte seu propósito de trilhar com sabedoria e desapego o caminho da vida, regalando-se com cada detalhe, com cada momento.

Que prazer inenarrável há em assim viver, fazer de cada instante o único, cada tecla aqui tocada momento único e final dessa aventura chamada vida.

Assim não há espaço na vida de um invisível para estados de espíritos imbecis, limitantes, depressivos ou algo assim, isto tudo é pura frescura, pura bobagem que só cabe em quem se acha eterno e imortal vaidoso e preguiçoso.

Quem sabe que a morte está sempre caçando, que nada nos garante o próximo instante, quem disso está ciente nunca vai se entregar a tais estados de espírito, vai lutar bravamente para ter sempre o melhor de si presente.


Se tiver fome, dá um jeito , se estiver triste dá um jeito, se se machucar, dá um jeito, pois a imensidão de nossa sorte, em sabermos da trilha dos invisiveis não pode ser nunca deixada de lado.


Entregar-se a qualquer estado de espírito debilitante é ofensivo ao ser total, é tolice rematada e um invisivel está sempre em guarda com isso, mesmo sabendo que pode as vezes falhar e cair nesta armadilha ainda assim não se preocupa, ri, ri de si mesmo e segue em frente.

Um invisivel não se prende a nada , nem a ninguém, quando está num lugar todos a sua volta dizem que vai ficar ali para sempre tal a dedicação e seriedade com que se envolve com tudo e todos.

Traça planos, age como se tivesse encontrado seu lugar definitivo, mas interiormente sabe que faz aquilo pelo ESPÍRITO, é o ESPÍRITO que vai continuar ali, ele invisivel apenas é um elo naquele momento, mas como uma nuvem vai passar e passar sempre.

Quando chega a hora, quando os ventos do cosmos sopram, um invisivel apenas parte, livre, como se nunca tivesse existido o ontem, o que foi válido para sua condição de invisivel guarda em seu álbum de "momentos valorosos", o mais é recapitulado, a energia do lugar, dos eventos e das pessoas que ficaram no invisível são devolvidas e a energia própria tomada de volta e assim inteiro, livre e pleno solta-se novamente nas correntes do vasto mar da ETERNIDADE ciente que um novo e desafiante momento está a caminho.

Não importa se os resultados de seus atos aparentem ser vitórias ou derrotas a olhos outros, interiormente, por ter seu elo de conexão limpo, sabe que agiu sempre pelo ESPÍRITO e isto é o que importa, é tudo mesmo que tem sentido e valor.


A testemunha silenciosa que temos, nossa única platéia, com um gesto especial o invisivel quando percebe que um ciclo de sua vida se encerra oferece tudo ao ESPÍRITO e segue em frente, livre, como poeira na estrada.

Só existe um tempo para um invisivel: o agora.

Só existe um lugar para um invisivel : o aqui.


Tudo mais apenas pode dissipar seu poder e esvaziar sua chance de atingir a única meta que tem , uma meta tão abstrata, que o invisivel sabe que mesmo tendo sua vida dedicada a ela , pode mesmo não alcançá-la, por isso, um invisivel age pelo prazer de agir, pela sua impecabilidade e nunca por nenhum propósito vulgar.

Temos que sonhar um sonho de poder de nós mesmos, temos que crer que isso é possível, não cair na mediocridade das pseudo justificativas, das pseudo interpretações do "isto eu aceito" , "isto não aceito" pois não estamos falando de dogmas ou verdades, nem de princípios religiosos, estamos falando do agir estratégico para atingir um estado de sonho acordado, uma configuração energética precisa que foi intentada pelos ancestrais xamãs que habitaram este mundo e que ainda vivem pelo infinito.

O estado do .i.nvisivel é um desafio imenso, mas há algo mais importante que este desafio, para nós, efêmeras criaturas escravas fadadas a morrer e se dissolver na vastidão do mar escuro da consciência?

Há algo mais importante para dedicarmos cada inspiração, cada expiração e o espaço entre elas a esta meta ?

Ressonância Schumman

Não apenas as pessoas mais idosas mas também jovens fazem a experiência de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem foi carnaval, dentro de pouco será Páscoa, mais um pouco, Natal. Esse sentimento é ilusório ou possui base real? Pela “ressonância Schumann” se procura dar uma explicação. O físico alemão W.O. Schumann constatou em 1952 que a Terra é cercada por uma campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera que fica cerca de 100 km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (dai chamar-se ressonância Schumann) mais ou menos constante da ordem de 7,83 pulsações por segundo. Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio a biosfera, condição comum de todas as formas de vida. Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma frequência de 7,83 hertz. Empiricamente fêz-se a constatação que não podemos ser saudáveis fora desta frequência biológica natural. Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schumann, adoeciam. Mas submetidos à ação de um “simulador Schumann” recuperavam o equilíbrio e a saúde.

Por milhares de anos as batidas do coração da Terra tinham essa frequência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 80 e de forma mais acentuada a partir dos anos 90 a frequência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz por segundo. O coração da Terra disparou. Coincidentemente desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido a aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real neste transtorno da ressonância Schumann.

Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos. Aqui abre-se o espaço para grupos exotéricos e outros futuristas projetarem cenários, ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora esperançadores como a irrupção da quarta dimensão pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com bioritmo da Terra.

Não pretendo reforçar este tipo de leitura. Apenas enfatizo a tese recorrente entre grandes cosmólogos e biólogos de que a Terra é, efetivamente, um superorganismo vivo, de que Terra e humanidade formamos uma única entidade, como os astronautas testemunham de suas naves espaciais. Nós, seres humanos, somos Terra que sente, pensa, ama e venera. Porque somos isso, possuimos a mesma natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schumann. Se queremos que a Terra reencontre seu equilíbrio devemos começar por nós mesmos: fazer tudo sem stress, com mais serenidade, com mais amor que é uma energia essencialmente harmonizadora. Para isso importa termos coragem de ser anti-cultura dominante que nos obriga a ser cada vez mais competitivos e efetivos. Precisamos respirar juntos com a Terra para conspirar com ela pela paz.

Os 8 Circuitos Cerebrais

Os circuitos se distribuem da seguinte forma:

I. O circuito físico - Nele o homem aprende a se aproximar do alimento e da segurança e evitar o perigo. Todos os animais vertebrados desenvolvem essa reação. Também chamado de "circuito da sobrevivência".

II. O circuito emocional - Nesse circuito o homem aprende a agir como animal político, com exigências territoriais. Todos os mamíferos desenvolvem esse circuito.

III. O circuito simbólico - Aqui o homem se confronta com símbolos para expressar o que quer e a habilidade de manufatura de ferramentas. Apenas os seres humanos desenvolveram bem esse circuito.

IV. O circuito social - Aqui o homem entra no âmbito de sua cultura e da transmissão desta, além de um código moral específico e inclusive etiqueta e normas tácitas de convívio. Apenas o homem civilizado desenvolveu completamente esse circuito.

V. O circuito hedônico - O homem encontra o prazer na vida. Apenas poucos indivíduos no passado chegaram a esse circuito, e eram mantidos as custas do trabalho braçal de muitos outros. Os artistas dominam esse circuito. Também chamado "consciência fisiológica".

VI. O circuito psíquico - Aqui o homem consegue alterar sua programação básica e reescrever os padrões a ele impostos pelos circuitos inferiores, as programações mamíferas, tribais, intelectuais ou sociais. Poucas pessoas dominaram esse circuito, e poderiam ser chamados de xamãs no sentido específico. Também chamado "consciência neurológica".

VII. O circuito mítico - Nesse ponto o homem passa a controlar seu papel na evolução como um todo. As pessoas que chegaram nesse circuito são geralmente chamadas "Santos". Também chamado de "consciência DNA".

VIII. O circuito espiritual - Aqui se diz existir uma "consciência quântica" da realidade. Apenas algumas pessoas dizem ter tido experiências de oitavo circuito. A Iluminação dos sistemas orientais se refere a este circuito.

I - Os cães de Pavlov
I - O Circuito físico
Nenhuma, respirou a luz indistinta e encantada das estrelas, e duas. Pois Sou dividida por amor ao amor, pela chance de união.
AL I, 28-29
Neste circuito o ser humano experimenta a busca do seio materno e a repulsa pelo ambiente agressor. É um circuito de emergência, uma regressão aos estados unicelulares da evolução. Perigo iminente, um bom almoço, o prazer de ir ao banheiro, são todas sensações típicas do I circuito. Os xamãs deste circuito são médicos, cozinheiros, mães, faxineiras e todos aqueles que lidam com as necessidades básicas de sobrevivência, que nutrem, reparam e limpam fisicamente o ser ou seres dentro de seu escopo de ação, que em geral não é muito grande (bebês e doentes exigem cuidados demais para serem tratados em lote). Freud chamava a este circuito de fase oral, e por esta razão a mãe é a chave do xamanismo neste circuito.
O xamã deste estágio deve se portar como a mãe, uma criatura toda-benevolente, dócil, meiga e ao som de sua voz devemos retornar ao útero materno. Ou, por outro lado, pode ser um assassino, uma pessoa que trata os problemas de circuitos superiores (seus ou de outrem), com a retirada abrupta da vida alheia, da mesma forma que a pessoa comum má sucedida nesse circuito é um suicida.
Geralmente um assassino está respondendo ao fracasso do II circuito (emocional), como num crime passional, do III circuito (intelectual), como num crime ideológico, ou ao IV circuito (sócio-sexual), num crime político. Assassinatos são um recurso raro para pessoas que fracassam nos quatro últimos circuitos, principalmente porque elas entendem os sistemas punitivos do IV circuito (polícia), além de serem mutantes muito raros. Uma pessoa cometendo um crime passional está tão tomada de reflexos do II circuito que é incapaz de perceber a punição social que lhe será infligida.
O aperfeiçoamento do xamã moderno neste circuito envolve o conhecimento de substâncias medicinais, alopatia e homeopatia, cozinhar bem, saber assumir um arquétipo maternal , acalmando e trazendo as pessoas chocadas com problemas de II ou VI circuitos de volta ao fluído amniótico, para o seio materno, para o sono reconfortante. Carinho, chazinho de camomila, o bolo da vovó, aguinha com açúcar são técnicas típicas para ajudar o convalescente amebóide a voltar ao comportamento primata dos circuitos II ao IV. As substâncias típicas que trarão o sujeito de volta ao útero da mãe são os barbitúricos e os opiáceos. Uma câmara de isolamento e um quarto escuro são boas maneiras de ativar um comportamento de I circuito, embora, paradoxalmente, também possam levar a uma experiência de VIII circuito, típica de pessoas a beira da morte, ou saindo de uma anestesia geral. A câmara de isolamento é o método mais seguro para se obter uma experiência de I e possivelmente VIII circuitos.
Sem a capacidade de desfrutar os prazeres do I circuito também não será possível desfrutar os hedonistas/neurosomáticos do V, pois a consciência corporal, o prazer com o alimento e a excreção, são absolutamente necessários para uma experiência de V circuito. Como a briga atual é entre as pessoas de IV e V circuitos (representada muito corretamente pela revolução da década de 60 com a briga entre pais patrióticos e filhos pacifistas nos EUA), existem alguns tabus sociais quanto ao hedonismo típico tanto de bebês quanto de mutantes de V circuito, e os prazeres da gula, do sono prolongado e o prazer de defecar, por exemplo, são podados pelos padrões de beleza (magro-gordo), utilidade (trabalhador-vagabundo) e pudicícia (envergonhado-escatológico) dos caretas civilizados do IV circuito.




1. A Mãe
É destino de todos nós, talvez, dirigir nosso primeiro impulso sexual para nossa mãe.
Freud, A interpretação dos sonhos
O incesto está no início de toda biografia e cosmogonia.
Camille Paglia, Personas Sexuais
A natureza é bela somente por virtude do sentimento e amor dados a ela pelo homem. Os atributos estéticos emanados disto têm influencia primária na libido, a qual sozinha constitui a beleza da natureza.
C. G. Jung,
Símbolos e Transformações da Libido
Somos advertidos a não cair na tentação de acreditar que o amor maternal não seja tão sádico e sanguinário quanto o darwinismo nos leva a crer. Rousseau, com seu ideal de natureza, apenas representa a eterna docilidade do bebê (o xamã de VIII circuito) que acabou por aprender a escrever e só pode fazer odes de amor puro a sua mãe, que o acaba devorando.
Para o crescimento, é necessário o desprendimento da mãe. Existe, no macho principalmente, uma luta pelo estabelecimento da própria libido, e conseqüente renascimento. Libido é a palavra chave do crescimento, neste caso, porém deve se tomar cuidado e definir Libido como Vontade Pura, Thelema, e não apenas (mas principalmente) impulso sexual. O Sol é puro Thelema, as coisas nascem e morrem sob o signo da Vontade. A Mãe é a terra Fertilizada. Assim, o desafio do primeiro circuito, a sobrevivência em si, de toda a vida, é roubar o falo do pai (sol) para fecundar a mãe (terra), ou como os cabalistas diziam: Tu formulastes o teu Pai e tornastes fértil tua mãe.
Mas no primeiro circuito ainda não existe a figura do Pai, que aliás, é uma invenção razoavelmente recente: nas primeiras tribos não se conheciam os mecanismos de fertilidade, e os filhos certamente tinham mãe, mas os pais eram coletivos, pois eram desconhecidos. A descoberta da conexão entre sexo e reprodução levou a invenção da propriedade, primeiro das mulheres e filhos, e posteriormente de território. A libido dos adolescentes era estabelecida em ritos de passagem.
Essa definição Junguiana da Libido de Freud será chamada de Thelema (Querer) daqui em diante, com Agape (Amor) como parceiro. A diferença entre verbo e substantivo é importante, pois os valor de ambos é igual, embora a aplicação seja diferente. Na tradição hermética poderíamos atribuir à Pomba, que desce, Agape, e à Serpente, que sobe, Thelema.
O homem é um dos animais a passar mais tempo com os pais após o nascimento, isso indica o fortalecimento da figura da mãe nos primeiros estágios (bebê) e do pai (II circuito) nos estágios finais antes da puberdade. É o que Freud chamava de transição da fase oral para a fase anal. O bebê passa de mero sugador a um exímio controlador de entrada e saída.
Essa energia é o que fará a criança explorar o mundo de forma tímida ou aventurosa, e acabará por determinar se algum dia o afastamento da mãe se dará. No IV circuito, o homem utiliza essa energia para matar o pai de sua consorte, ou seja, substituir a imagem paterna por sua própria, e reiniciar o ciclo.
Essa corrida de revezamento com o bastão da libido é a formulação da Thelema da pessoa a partir da Thelema do macho derrotado. Dessa forma, o sol que se pôs renasce após a noite negra na figura da Thelema do filho. Na mitologia temos Hórus, a Criança e Hórus, o Velho, dois deuses irmãos (note que a Thelema de ambos é a mesma) atribuídos a posições diferentes do sol no céu.
Agora, estendendo essa metáfora ao campo da filosofia, a realidade é a mãe, a consciência o filho. Realismo (Hórus, o Velho) e o Idealismo (Hórus, a Criança) são estágios duais em que a mãe engole ou expele o filho, como Cronos, ou como a respiração de Brahma, ou preferindo a mais aceitável explicação científica: Big Bang e Big Crunch. Chamar o princípio feminino de Deusa, ou de realidade, Yin ou de Mãe, ou de Filha, ou de Noite, ou de Idealismo, ou de Infinitamente Grande, é apenas a mesma coisa (Agape) sendo admirada por um microscópio ou um telescópio. E, por outro lado, chamar de Pai, Deus, Filho, Yang, Realismo, Infinitamente Pequeno, ou de Dia o princípio masculino (Thelema) é a mesma coisa usando um microscópio ou um telescópio.
(Esse livro é provavelmente o Voyerismo do Deus, que procura a experiência do O e do I, que busca reunir sua Thelema ao Agape, que como substantivos já inverteram de sexo. O ser que unificou o dois não é. Nah.. Talvez se trate de alguma forma de fazer arte com papo cabeça.)

2. O pai

"Se teus filhos descobrirem o quão capenga realmente és, eles te matarão enquanto dormes."
Frank Zappa, Freak Out!

A figura do Pai é essencial no desprendimento do filho pela mãe. Sem ele ou mecanismos de defesa variados são criados, ou o filho é como que eternamente absorvido pela mãe. Ele não consegue sair do estado emocional para o racional, onde um equilíbrio dos dois seria desejável.

O Pai é mais bem entendido do que a da mãe, a nível externo. O controle é instituído. Onde só havia leite infinito, passa a haver lei.

A figura do Pai, neste sentido passa a ser muito mais humana do que animal. Em muito poucos animais o Pai ajuda no processo de criação do filho. O desenvolvimento de habilidade e linguagem é basicamente uma função paternal, pois exige disciplina, coisa que a mãe, sem a figura do Pai por perto, geralmente tem dificuldade em estabelecer.

Disciplina paterna gera auto-disciplina futura. Geralmente inconsciente. Freud chamou essa função de "Superego". O que é superego para o II circuito é chamado Ethos para o IV, e se relaciona com o conjunto de regras sociais tácitas que uma dada comunidade possui. O Direito, por exemplo, é obviamente uma função paternal aplicada à sociedade. Por isso a sociedade ocidental moderna é chamada de "patriarcado", embora nenhuma sociedade matriarcal efetiva tenha sido encontrada por antropólogos. A mudança básica do nomadismo para a criação de aldeias e cidades foi acompanhada pela mudança de paradigma religioso da Deusa para o Deus. E o monoteísmo é caracterizado pela solidificação de um Ethos. Observe o Ethos judaico, que sobrevive onde quer que esteja [o vírus - sistema de crença - judaico mutou de forma extremamente vantajosa quando adquiriu a capacidade de infectar outras raças; o cristianismo além disso incorpora uma rotina de auto-reprodução proselitista].

Biologicamente podemos dizer que o Pai do II circuito tem uma estreita ligação com os animais chifrudos e suas disputas por terras e fêmeas. Ou, trocando mamífero por civilizado: Ethos e Genes. Os que tem o MEU sangue e MINHA tradição são meus, os outros MORRAM. Basicamente defesa de território com excrementos. Esses chifres deixam de se relacionar com o tribal e passam a se relacionar com o individual no VI circuito, onde o indivíduo não é mais mamífero, de certa forma.

Os advogados os militares e os políticos nascem aqui. Eles tem a função "social" de marcar os limites com tinta no papel e armas, ou de regular internamente o território. Eles cagam nos que podem retirar os alimentos e fêmeas deles. Uma função da maior importância para mamíferos inferiores [o autor se desculpa por ser tendencioso e boceja].

Pais dão exemplo, não seguir o exemplo do Pai é ser reprovado pela mãe: culpa. Portanto a chave para o crescimento para o III circuito é ter chifres maiores que os do pai e roubar a terra e as fêmeas de todos. Muito espertamente, a culpa por uma relação incestuosa é incutida rapidamente pelos pais, enquanto a terra é protegida pelos excrementos dos advogados. Mas tudo isso só acontece porque dois machos com pouca terra e poucas mulheres sempre disputam.

Um sempre perde, é a natureza do II circuito.


II - O circuito emocional

"No almoço, os atores macacos se separavam, já que suas maquiagens os limitavam a alimentos líquidos ingeridos por um canudo. Mas além disso, eles se auto-segregavam por espécies: gorilas numa mesa, chimpanzés em outra, e orangotangos em ainda uma terceira. Deixo para os antropólogos explicarem isto."
Charlton Heston, sobre as filmagens de Planeta dos Macacos

Engatinhar e explorar o mundo são as características pelas quais passa qualquer homem quando sai de seu estado de bebê e se torna um mamífero cheio de exigências políticas dentro de uma família. O segundo circuito se refere a esse mamífero, o homem enquanto criança exigente e político familiar. É o circuito da novela, da chantagem emocional, da culpa e recompensa, da "analidade" freudiana, do ciúme, da insegurança, da possessividade, do carisma, da popularidade e da autoridade. O xamã neste circuito trabalha com aconselhamento ou manipulação emocional, ele é o psicólogo, o padre no confessionário, a fofoqueira e o malandro.

O xamã neste circuito deve saber usar a voz da autoridade, tendo sempre autoconfiança inabalável, ou pelo menos a aparência desta. Deve agir sempre como um pai: dando diretrizes, indicando saídas, aconselhando. Por outro lado, deve saber impor medo, manipular sentimentos de culpa/recompensa e ordenar.

O carisma é essencial para um xamã neste circuito, a pessoa deve se sentir tentada a imitá-lo logo nos primeiros contatos. Ele é um modelo, ele é o líder, o que "gostaríamos de ser quando crescermos". As técnicas de segundo circuito são empregadas por um xamã para provocar repulsa, medo, indignação, raiva. Isso é aplicado de forma que ela perca a dependência e o apego aos bloqueios comuns deste circuito, ou se especificamente lhe aprouver, de forma a criar uma relação morna sentimental baseada na chantagem emocional. Pode prender a pessoa para fins de outros circuitos, como por exemplo no IV, mantendo aparências num casamento com alguém extremamente dependente, e ao mesmo tempo tendo uma concubina. O exemplo do xamã de II circuito é uma pessoa comum de IV ou III, e portanto sujeita ao tipo de manipulação de um xamã de circuito superior.

O aperfeiçoamento do xamã deste circuito se dá com conhecimentos de psicologia, motivações e observação atenta de comportamentos, embora o cultivo de um físico forte também auxilie. A auto-estima obtida com um primeiro circuito bem sucedido, de ter tido segurança até ser belo, é essencial para impor uma imagem modelo, alguém de quem você não ousa discordar, e de quem acaba acatando passivamente as ordens/conselhos.

A droga que leva você ao II circuito é o álcool, ele dá segurança nas primeiras doses, e o transforma num bobalhão emotivo em altas doses. Isso o deixa ocê susceptível tanto a ataques de "ódio", o caso clássico do marido bêbado que bate na mulher, quanto a ataques de "amor", o bêbado chato e grudento que fica te abraçando e dizendo o quanto é teu amigo. Veja bem, a droga relacionada ao circuito não o transforma em um xamã, mas lhe dá a experiência típica de uma pessoa naquele circuito. Assim, para um xamã de VI circuito, por exemplo, o álcool só é útil e válido para "estudo de campo", ou seja, para experimentar ele mesmo o que um sujeito de II sente normalmente. Porém a um sujeito tipicamente centrado no I circuito, em depressão profunda, por exemplo, a experiência com o álcool pode ser extremamente perigosa.

O estereótipo da pessoa presa neste circuito gosta de novela, música romântica ou pop rock, e elogios melosos. Não é de se estranhar que se ouça tantas reclamações sobre este tipo comum de pessoa do outro tipo de pessoa mais comum, a de III circuito, lógica e bitolada em pensamento binário/linear/euclidiano, como veremos a seguir.

Sem a capacidade de controlar as emoções do II circuito a auto-análise e a metaprogramação do VI ficam comprometidas. Por exemplo, sem manter uma frieza relativa a pessoa não consegue ver o mundo da maneira que outra pessoa o vê. O controle do II circuito poderia ser chamado de "imparcialidade", o que ajuda a quebrar as barreiras de III e IV para a visão da multidimensionalidade relativística do VII.

III - O circuito intelectual

"O homem é um fetichista. Sem seu fetiche, a mulher tornará a engoli-lo."
Camille Paglia, Personas Sexuais

Capacidade de abstração, uso de símbolos. Esse é o primeiro circuito que podemos chamar de "humano", já que o II é compartilhado por todos os mamíferos e pela maioria dos vertebrados, e o I por todos os seres vivos. Destreza manual e capacidade de comunicação simbólico/abstrata são características básicas deste circuito. São as pessoas letradas de nossa sociedade, os intelectuais no sentido estrito. Pessoas centralizadas nesse circuito tendem a ser obsessivas ou pelo menos muito ativas. Elas separam as coisas e as interpretam e estudam paulatinamente seus meandros, elas dissecam a realidade. Elas são a base da curiosidade, do aprendizado e da estrutura educacional como um todo. O xamã neste circuito é um mestre no uso da palavra, na classificação das coisas e da exposição das idéias com clareza e síntese. Ele domina boa parte do conhecimento estabelecido e pode criar sistemas dogmáticos e esquemas de classificação próprios, embora não possa entender as realidades-túnel de um xamã de VI ou VII circuito, e portanto não seja capaz de criar universos conceituais sem acreditar neles. O xamã de VII circuito é adogmático, não professa fé específica, pula através dos sistemas de crenças, um de III está preso aos trilhos de sua educação formal. Professores e pessoas que produzem [no sentido de inventar] conhecimento são os xamãs do III circuito, e já são bastante raros em comparação aos de I e II circuitos.

Este xamã deve conhecer retórica, línguas, matemática, lógica, informática e teoria da informação - embora de certa forma, para fins profissionais a maioria se especialize em alguma das áreas. Erudição é essencial, mas não basta. A produção intelectual se deve a fatores de estabilidade/bloqueio do II circuito, e é característica dos estados maníacos obsessivos - "brainstorm" - onde nada pode continuar antes do cérebro sobrecarregado expelir símbolos.

As técnicas de III circuito são utilizadas para argumentação eficaz, ou seja, imposição dogmática, que para uma pessoa de IV circuito envolve moral, e para uma pessoa de VI envolve paradoxo e não-linearidade. Uma pessoa de VII circuito que tenha um III bem desenvolvido acaba um fantástico sofista. Faz malabarismos com os milhares de sistemas dogmáticos e conceitos que aprendeu enquanto sujeito bem sucedido de III circuito, e pode levar pessoas muito presas nesse mesmo circuito a romper os sistemas dogmáticos, seja caindo para o segundo, via raiva ou admiração, ou indo para o IV, justificando a atitude com um pragmatismo pé-no-chão. Em ambos os casos, o xamã de III circuito consegue o que quer, sacudir, ajudar ou prejudicar o sujeito envolvido - o que não necessariamente se relaciona diretamente ao subir e descer dos circuitos, e sim à vontade do xamã.

O sujeito fracassado nesse circuito é alguém culto mas um tanto teimoso, alguém que pode ser inteligente, mas isso acaba sendo um fardo, que acaba com a vida pessoal do IV circuito, dos relacionamentos, ou que tolhe o livre fluir do II circuito, transformando a pessoa numa espécie de máquina anti-social, ou ainda, que auxilia algum fanatismo moral de IV circuito mal resolvido. Dão ótimos trabalhadores, e são o que as ideologias presentes da religião e da TV buscam formar, e de certa forma valorizam.

O aperfeiçoamento do xamã deste circuito envolve habilidades de leitura e escrita acima do normal, rapidez de aprendizado, utilização absoluta dos meios de comunicação, principalmente os que o colocam em situação ativa, como o computador. Conhecimentos de semântica, semiótica, filosofia geral, e uma boa base científica são outras facas a afiar.

Espírito crítico é talvez o ponto mais importante do circuito, e se desenvolve a partir de uma rebeldia ativa quanto as atitudes dos pais, e figuras de autoridade em geral e de professores e escritores em específico. Essas pessoas geralmente estão centradas no segundo circuito e em são consumidores passivos das informações dos xamãs de III circuito mais influentes. Esta rebeldia só é possível com a superação dos mecanismos de culpa/recompensa do II circuito - estabilidade emocional - que só é possível com uma boa auto-estima gerada por um I circuito bem estabelecido -segurança.

Os estimulantes em geral levam ao segundo circuito. Os suaves, como o café, ampliam a capacidade de concentração e cocaína e anfetaminas intensificam o estado maníaco e em geral produzem uma atividade intelectual maior. Estas substâncias também ampliam o egocentrismo e os diálogos internos - idéias que passam pela cabeça em fluido método dialético. Isso aumenta a possibilidade de produção intelectual, embora não permita o estudo metódico. Pessoas centradas no segundo circuito se sentem muito beneficiadas pela auto-estima automática que recebem destas substâncias, e acabam levadas pelo abuso. Este é em geral perigoso: overdose no caso da cocaína, dependência no caso das anfetaminas, ou no caso do café, úlcera, irritação, dor de cabeça, mau hálito e dependência.

Anfetaminas também estão sendo utilizadas para reabilitar pacientes em depressão profunda que ficam em um quarto escuro apenas comendo e excretando, ou seja, que regrediram a um útero de I circuito. Xamãs de circuitos superiores utilizam estas drogas muito raramente, pois são perigosas exatamente por darem uma falsa sensação de poder, e em geral colocarem os não-lineares "Gatos de Schrödinger" em labirintos paranóicos de conceitos fechados em si mesmos e dogmas circulares, argumentações dialéticas interiores intermináveis, além de não serem em absoluto drogas sociais.

O tagarela, o nerd, o CDF, o espertalhão, o chato científico, são os estereótipos deste circuito, o verdadeiro erudito, com uma curiosidade imensa, e um senso dialético interiorizado, é o sujeito bem sucedido neste circuito.

Sem a capacidade lógico/simbólica deste circuito são impossíveis os sistemas fractais de informação e conhecimento que se formam no VII circuito. O III circuito é o plano cartesiano onde a grade de infinitos fractais relativísticos e paradoxos multidimensionais do VII circuito se assentam. O que é uma escolha de um dogma ou sistema de conceitos no III circuito é a escolha de um universo no VII. O mapeamento cartesiano do universo do III circuito permite o mapeamento fractal do VII. Este conhecimento sistemático e crítica dialética ajudam também o autoconhecimento necessário para a metaprogramação do VI circuito.

IV - O circuito social

"O Egito, ao criar um Estado, criou a beleza."
Camille Paglia

"A Civilização é somente uma falha temporária da entropia."
Christine Nelson

"Civilização é a distância que o homem colocou entre si e seus excrementos."
Brian Aldiss

"Não existem fenômenos morais, somente interpretação moral dos fenômenos."
Nietzsche, Além do bem e do mal

"A loucura é rara em indivíduos - mas em grupos, partidos, nações e eras é a regra."
Nietzsche, Além do bem e do mal

"A sociedade existe somente como um conceito mental; no mundo real existem apenas indivíduos."
Charley Reese

Capacidade de encontrar um parceiro sexual, relacionamentos, vida em sociedade, aglomerados tribais, cidades e a aldeia global são manifestações típicas de IV circuito. Ele é impresso nas primeiras relações sexuais. Todo o adulto alcança experiências de até IV circuito e o orgasmo é a experiência mais intensa possível nos quatro circuitos terrestres.

A formação de tribos onde o conhecimento é passado através das gerações é a função do quarto circuito. Assim, da unidade familiar até o patriotismo, passando por formação de gangues, sistemas étnicos, etc.

Quando alguém é racista, está separando o estranho pela cor, língua, costumes, vestimentas, etc. Se for dominado por paixões típicas de segundo circuito vai partir para uma represália como a discriminação. A coisa não precisa ir para o racismo - que é uma manifestação rude e simplória de um ethos doente e fundamentalista - pode se tratar inclusive de uma questão de gosto (I circuito) ou ideologia (III circuito). Partir para a reprimenda (II circuito) porque não se gosta da música do outro, ou das idéias do outro, ou da cara do outro é atingir o IV circuito de maneira tacanha.

As pessoas centradas neste circuito são poderosas e respeitáveis, sendo geralmente idosas. O estereótipo mais comum é o casal respeitável e núcleo de família. Geralmente conservadores, cheios de ritual e etiqueta, normas tácitas, dissimulação, elogios vazios. Cheios de autoridade fria, como a de um senhor para um servo, não como a de um pai para um filho do II circuito. O xamã do circuito é o líder político, o senhor das boas maneiras e da civilidade ou o padre, é o líder moral.

O xamã deste circuito deve entender dos jogos morais e ser um diplomata absoluto. Deve ser uma pessoa graciosa com a autoridade baseada no próprio exemplo, não o exemplo carismático do II circuito, e sim um moral, ou de poder financeiro. Os circuitos baixos devem olhar para ele e ter seu ideal de vida estabelecida como quase inatingível, mas extremamente desejável, da exata mesma forma que o servo deveria olhar para o senhor feudal.

Não existe droga específica para o IV circuito, mas se poderia pensar nos hormônios, ou em algum possível afrodisíaco, pois a característica sexual é a base do circuito, assim ele é condenado pelas feministas como "falicismo" ou "patriarcado". O poder masculino deste circuito é contrabalançado pelo poder feminino do V, da mesma forma que o feminino I é equilibrado pelo VIII. A figura representa uma lemniscata imaginária na figura do yin-yang. Note os workaholics masculinos de III e IV circuito sendo "explorados" com as compras de roupas, cosméticos, viagens, diversões em geral que apenas suas esposas de V circuito conseguem usufruir. Perceba também que esta característica de papéis sexuais definidos está desaparecendo com a paulatina transição de IV para V circuito que nossa civilização como um todo atravessa agora, o que indica desde a repentina insurgência do poder das feministas (IV circuito encaminhando-se para V) até a bissexualidade e o epicenismo nos papéis sexuais.

Os fracassados neste circuito são os homens poderosos em geral, que não tem tempo para si. Este é o típico estereótipo do ganancioso, o velho rabugento, que jamais compreenderá o prazer corporal do V circuito, e ignora o prazer passivo no útero do I. Estas pessoas muitas vezes descontam suas frustrações nas pessoas abaixo delas, e assim aparecem como o chefe autoritário, o ditador, ou mesmo o manda-chuva que não está nem um pouco atento as necessidades de seus subordinados, e sim as necessidades de algum princípio moral ou mesmo amoral preexistente (geralmente fixado por falha intelectual de terceiro circuito, ou seja, dificuldade de contestar valores preestabelecidos). Eles colocam os centrados no III circuito para trabalhar, segundo seus próprios princípios, e abominam a irreverência e a juventude rebelde dos de V circuito, que são quem põe em prática os valores contestados no III circuito. Interessantemente, outro arquétipo comum ao circuito é o do "velho broxa", ou seja, o sujeito que disponibiliza toda sua libido para o trabalho na liderança/domínio de outros. Obviamente ele não conhece as experiências sexuais de V circuito que podem elevá-lo a um VI ou VII circuito, onde com suass pendências de III circuito ele seria realmente um ditador muito poderoso. Isso acontece de tempos em tempos, e creio que Hitler é um exemplo deste tipo de "xamã do mal", uma pessoa que chega a um VI circuito e que tem problemas do I ao V, e geralmente se fixa na imagem conhecida do poder, que é o IV.

A moral é a primeira criação (imposição aos outros) de realidade conceptual própria: desta forma ela é a chave do circuito. Assim o xamã de IV circuito estabelece o que é o "Bem" e o que é o "mal" ("Genealogia da Moral" de Nietzsche), e suas habilidades são um misto de figura paternal de II circuito com o intelecto agudo do III. O xamã neste circuito deve desenvolver plena independência econômica que o permita tempo livre no trabalho com si mesmo. Sua palavra deve se tornar lei para seus subordinados, e para isto paradoxalmente é necessário que ele seja justo, ou aparentemente justo, de forma a não ser contestado pelos sujeitos bem sucedidos de III circuito. Respeito é a ferramenta do xamã de IV circuito, ele a obtêm com a auto-estima da segurança do I, com o status que o carisma da emoção balanceada do II permite, e com certeza da retórica impecável do III [enquanto ela permanece possível].

Não existem drogas específicas de IV circuito, mas a testosterona, o hormônio masculino poderia ser considerado como o detonador de toda a agressividade e audácia necessárias para manter o poder.

O senhor respeitável e bem humorado, que sorri beatífico perante as "baboseiras" criativas do V circuito, e que participa com elegância de uma discussão de III é o estereótipo de um sujeito que foi bem sucedido no IV circuito, ele é ouvido e levado a sério. Ele é moralmente "correto" (i.e., coerente consigo mesmo), e repassa seu sistema moral adiante ("função social").

Sem a capacidade de vida em sociedade deste circuito, o xamã não consegue romper o véu entre o VII e o VIII circuito, já que se não tem a capacidade de se projetar a vontade nas outras pessoas, para entender suas motivações e seus desejos (o correspondente Cristão de "não fazer nada ao próximo que não gostaria que fizestem a si"), não vai conseguir se projetar na realidade, se unificar com o cosmo, no VIII circuito. Se ele não for capaz de desenhar seu próprio sistema moral nunca conseguirá romper o véu que separa o IV do V circuito, coisa que exige o espírito crítico do III, e nunca conseguirá uma experiência mais intensa do que um orgasmo, ou seja, um êxtase místico: um orgasmo no tempo (V circuito, práticas tântricas de prazer prolongado, Sabbats), um orgasmo no espaço (VI circuito, magia cerimonial, "projeção astral"), um orgasmo na realidade (VII circuito, taoísmo, samadi) e um orgasmo no vácuo, (VIII circuito, nirvana no budismo, morte no sentido mais amplo). Mas é claro que estou usando a palavra "orgasmo" apenas para dar uma idéia das experiências de pico dos Gatos de Schrödinger, já que os conceitos nestes circuitos são de difícil assimilação pelos Cães de Pavlov.

V - O circuito hedônico

"A Vida não pode sucumbir no torniquete da Consciência. A vida explode sempre no mais além. Abaixo as Faculdades e que triunfem os maconheiros. É preciso não ter medo de deixar irromper a nossa Alma Fecal."
Roberto Piva, Bules, Bílis e Bolas

"Para os outros espero por mais altos, mais fortes, mais triunfantes, mais alegres, sendo assim por serem erigidos em corpo e alma: leões risonhos virão."
Nietzsche

"Você não pode prestar atenção ao que os outros dizem, quando sabe que vai morrer, ou quando sabe que vai amar. Você tem que esquecer todas estas coisas. Você tem que prosseguir e ser louco. A loucura é como o paraíso."
Jimi Hendrix

"Mulheres que querem ser iguais aos homens são pouco ambiciosas."
Timothy Leary

O V circuito é o primeiro circuito dito "extraterrestre", porque em um grau evolutivo com relação a nossa civilização, seria nele que nós iríamos explorar o espaço, e estabelecer colônias. Nele vencemos a força que nos prende a terra, a gravidade, mesmo que na forma de esportes radicais ou ficar "chapado".

Neste circuito o prazer vai além da experiência de pico dos outros quatro circuitos, ele ultrapassa o orgasmo genital. A metáfora da religião oriental para isso é primeira elevação da Kundalini, a serpente que habita a base da espinha.

As pessoas do quinto circuito são leves e expressivas, bem humoradas e criativas. E todas tem um certo nível de rebeldia, porque em geral não dominam completamente o IV circuito, que é um circuito especialmente difícil na sociedade atual. No mesmo período em que os EUA começavam a explorar o espaço, nós víamos um movimento deste tipo de pessoa, um bando de gente inocente, idealista e alegre: os hippies.

De fato a guerra do Vietnã foi uma metáfora clara do que estava acontecendo: os Cães de Pavlov pegavam nas suas armas para defender seu território [território, Ethos e auto-estima era o que defendiam, encobrindo sobre o inimigo "comunismo" o seu medo mamífero] com excrementos, como por exemplo o napalm, e os Gatos de Schrödinger pegavam em suas guitarras, defendendo sua mutação, berrando em acordes distorcidos a defesa da juventude americana. A revolução da juventude, que começou com o movimento romântico no século passado alcança dimensões épicas durante esse período: a primeira geração que nasceu com a TV.

A década de 60 marcou o início da transição da humanidade como um todo dos mecanismos de condicionamento, culpa/recompensa, dos Cães para os mecanismos de prazer dos Gatos. A revolução sexual, a pílula, as drogas e o rock'n'roll foram a origem da maior revolução cultural que o mundo já presenciou, a vida deixou de ser apenas trabalho, agora até a pessoa mais pobre tinha realidades quânticas em suas casas (rádio, TV), discos eram baratos, todos liam e livros eram acessíveis e havia algum tempo para esse tipo de atividade.

Isso pode parecer pouco, do ponto de vista exigente de hoje. Mas imagine um camponês medieval: o maior "show de rock", "espetáculo de luzes" que ele viu foi quando se deslocou para a cidade grande de sua região para presenciar uma missa na catedral, magnífica, maior que uma montanha, com padres vestidos em roupas "malucas" e incensos cheirosos, e música! Imagine ele comentando com os amigos na volta, em meio ao estrume das vacas e ao trabalho árduo.

As primeiras culturas a chegarem ao V circuito foram aquelas que mantinham uma elite de pessoas que podiam se dedicar ao prazer. As primeiras pessoas que alcançaram o V circuito foram os xamãs que eram alimentados pela tribo, e ficavam pesquisando coisas como ervas e maneiras mais intensas de se fazer sexo. Os três elementos do V circuito são arte, sexo e drogas. Especialmente "música, tantra e maconha", ou modernamente: "raves, tantra e ecstasy", ou, mais estereotipadamente, "sexo, drogas e rock'n'roll".

Os xamãs neste circuito devem fazer arte e sexo como semideuses. Devem conseguir colocar as pessoas em êxtase completo, causar catarse, loucura primaveril e gargalhadas saltitantes. Devem saber usar as drogas psicotrópicas, principalmente maconha, e agir como catalisadores de uma experiência gratificante e que não leve ao abuso que é muito comum entre pessoas de V circuito, inclusive as de circuitos inferiores, como álcool ou cocaína. Estas drogas devem ser evitadas pelos Gatos que já superaram os respectivos circuitos delas (II e III).

Pessoas fracassadas neste circuito são bastante comuns. São conhecidas como "viciados" ou "maluquetes", e na verdade podem estar centralizadas em qualquer dos circuitos superiores, ou mais freqüentemente, em algum dos abismos.

A pessoa bem sucedida neste circuito brilha tanto que geralmente é famosa, ou muito popular. Os artistas bem sucedidos e os profissionais da criatividade e do sexo em geral participam deste circuito.

Não se surpreenda com o fato da prostituição estar no V circuito, ela se refere apenas as prostitutas que estão felizes com o que fazem, existem muitas, e acabam se tornando engenheiras tântricas e xamãs de V circuito, proporcionando muito mais do que o prazer reprodutivo que a esposa de II circuito de um determinado sujeito possa causar.

Este circuito também está muito relacionado com a homossexualidade, e sempre existe uma confusão de papéis sexuais neste circuito, mesmo que não levem a pessoa a ser homossexual. Homossexuais masculinos assumidos especialmente tem uma facilidade grande de cruzar o abismo e se tornarem Gatos de Schrödinger do V circuito. Já sofrendo a perseguição dos cães de qualquer forma. E, por outro lado, qualquer forma de sexo que não vise a reprodução é simplesmente uma maneira de ativar experiências de V circuito. Isso inclui a abstinência, que é uma maneira de perverter a energia sexual tão válida quanto felação, por exemplo. Esse fato a Igreja sempre conheceu muito bem, e a proibição de substâncias psicotrópicas (que vem da Igreja), e do sexo com fins não reprodutivos tem uma função bem simples: proteger os Sacerdotes Lobo-mau de Pavlov de um possível conflito com os Leões orgiásticos de Schrödinger. Por outro lado as práticas cenobitas de flagelo, o ascetismo, enflamar-se em oração, todas são técnicas também válidas de elevação de consciência exatamente porque subvertem a energia sexual [ou a utilizam], e assim certas pessoas dentro do sistema cristão, geralmente os chamados de "Santos", conseguiram acionar V, VI e VII circuitos dentro de seu sistema de crenças.

Sem o êxtase da passividade do I circuito é impossível a experiência do V circuito, e isso as mulheres conhecem muito bem, e a transição de IV para o V circuito marca também a possibilidade do orgasmo feminino. Por isto mulheres independentes, que vivenciam menos o seu lado mãe do que seu lado prostituta, são mais capazes deste tipo de experiência. Por outro lado, o sacrifício é um elemento essencial do salto de VII para VIII circuito, e ele acontece pelo parto na mulher, e pela ejaculação, no homem. O homem após ejacular é o bebê do I circuito de novo, a mulher grávida é um grifo perfeito do VIII circuito.

VI - O circuito psíquico


"Oh, deixe o sol bater em meu rosto e estrelas preencherem meus sonhos. Viajo pelo tempo e pelo espaço, para estar onde estive, sentar com anciões de uma raça nobre que este mundo raramente viu. Falam de dias pelos quais esperam sentados, tudo será revelado."
Led Zeppelin, Kashmir

"Trabalho com ouro, e ouro deve ser limpo com ácido."
Aleister Crowley, Magick Without Tears

"Considero perturbadora sua falta de fé..."
Darth Vader, antes de testar a "força" em subordinado, Star Wars

"Ô ô, seu moço do disco voador, me leve com você pra onde você for... Não me deixe aqui enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí..."
Raul Seixas, S.O.S. do álbum Gita


Voltemos ao gatinho preso em cima da árvore após a emocionante perseguição que sofreu dos Cães de Pavlov.

Ele mia, anda de um lado para o outro: "que farei? Que farei?", e começa a anoitecer. Está com fome e começa a se desesperar. Quer tudo de volta, quer tomar seu leite, brincar, explorar o mundo e copular loucamente, mas está preso em cima desta maldita árvore. "Até que a vista não é má, confere uma certa sensação de superioridade". Ele se sente maior até que os deuses, digo, homens [de fato, alguns bichanos vivem melhor do que homens, se considerarmos estes de algum país africano e aqueles de Manhattan, por exemplo; daí se vê que a causalidade, o carma, sendo caótica, conta mais do que ser primata; por outro lado simplesmente não me parece justo com os Gatos, ou com mendigos e Budas, afirmar isto; talvez a idéia do carma seja limitada enquanto contar numa interpretação humana ou pessoal, das possibilidades cósmicas do Caos].

Uma eternidade passa e o bichano começa a ficar realmente irritado, e em seu desespero, berra o mais alto que pode, clama por ajuda e xinga a vida enquanto a barriga ronca. É muito alto para pular, está com muito medo, não sabe que existem gatos que sobreviveram ao pular de alturas muito maiores, e tampouco sabe que alguns já morreram ao pular da mesma altura.

As vertigens começam, e o Gato não é mais um ser cheio de aspirações a completar, leite a tomar, rolos de lã, terrenos baldios e fêmeas no cio a conhecer, é apenas um fiapo miserável de gato desesperado.

Em um segundo ele se torna Uno com a Vontade, e é salvo.

Dias depois, andando calmamente pela rua nosso Gato de V circuito começa a pensar no que aconteceu.

Ele conseguiu chamar a atenção daquela velha senhora que morava ao lado da árvore, e ela chamou ajuda para retirá-lo da árvore. "Que seres magníficos, esses humanos! Incompreensíveis, mas magníficos." E ele continua vivendo sua vidinha, tomando seu leite, brincando com sua lã e traçando as gatinhas no terreno baldio.

Um belo dia um pensamento esquisito aparece em sua cabeça. "Eu podia ter pulado!", e esta é a primeira experiência de VI circuito que ele tem. Ele soube neste instante que não havia diferença entre esperar ajuda e saltar, algo teria que ser feito de qualquer maneira. Ele fica curioso sobre os homens pela primeira vez. "Alguns gatos dizem que foram Eles que construíram estas casas e este asfalto, imagine!"

A partir deste dia ele decide usar todas suas sete vidas para subir a escada de Jacó. Resolve também conviver mais com os deuses, para saber como é ser um.

O VI circuito permite metáforas como essas, permite a metáfora do homem como deus, e vice-versa. Um homem no VI circuito não vê mais uma realidade, ele percebe que tudo que ele sente não passa de uma metáfora, e acaba conseguindo o domínio sobre as metáforas, quando finalmente transita para o VII circuito. Artistas realmente inspirados alcançam o VI circuito, e se dizem dominados por "musas".

Os triângulos enlaçados da Estrela de Davi demonstram essa interligação do humano com o divino, ou do real com o ideal - do homem com o super-homem.

O entendimento deste circuito se processa quando tudo "faz sentido", porque a pessoa consegue entender a conexão de todas as coisas. Os métodos adivinhatórios se baseiam nisso, e uma cartomante comum, geralmente centrada num II circuito, alcança uma experiência de pico de VI circuito quando faz qualquer tipo de adivinhação. Uma pessoa neste circuito tem a sincronicidade como tão comum que não precisa de instrumentos adivinhatórios para prever algo: rostos de pessoas na rua, sons, bolas de cristal, Tarô, formigas, o vento e qualquer fenômeno caótico e imprevisível pode servir para acionar um processo fractal inconsciente, que dá uma resposta com uma precisão razoável.

Já o xamã neste circuito é um patife. Ele prende gatinhos em árvores só para ensinar belas lições para eles. Assusta, corrompe, engana, distorce, cria realidades conceituais inteiras, apenas para sacudir os Cães e Gatos acomodados em seus circuitos. Geralmente são conhecidíssimos exatamente por serem palhaços, loucos, cafajestes, criaturas perigosas, satanistas ou abobrinhas puras. Eles são tudo isso, dependendo tão somente do circuito do observador.

Técnicas de magia cerimonial tais como "Conhecimento e Conversação com o Sagrado Anjo Guardião", do Livro de Magia Sagrada de Abramelin, o Mago, são técnicas válidas, mas ultrapassadas, de forçar uma impressão de VI circuito. Do lado cético podemos centralizar essas técnicas na obtenção do "Samadi", um alto estado místico plenamente documentado por estudos neurológicos. O êxtase da experiência deste circuito é como uma serpente apertando o coração.

É impossível sofrer uma impressão de VI circuito sem um estado emocional estável, a desestruturação pode levar a estados depressivos profundos, um retorno ao primeiro circuito, mas mais normalmente a algum abismo. É isso que acontece com as pessoas que têm surtos psicóticos quando ingerem alucinógenos, as drogas específicas deste circuito. Grandes doses de maconha, doses convencionais de mescalina, psilocibina e pequenas doses de LSD provocam impressões de VI (o entendimento da multirealidade) e ocasionalmente VII circuito (o contato com os arquétipos). Estas drogas são letais para os deprimidos profundos de I circuito (por suicídio, essas drogas em si são fisiologicamente praticamente inócuas), muito assustadoras para os emocionalmente perturbados do II circuito, causadoras de confusão mental para os bitolados de III, reais detonadoras de rupturas catastróficas para os de IV, e apenas esquisitas demais para os de V. Seus resultados são absolutamente caóticos. Sem a orientação de um xamã de VII circuito, que consegue "dominar o espírito da substância" e orientar a experiência para o resultado desejado, elas naturalmente podem causar uma iniciação específica em algum circuito, ou na sombra do circuito, ou seja, o sujeito pode sofrer qualquer tipo de impressão. Essa técnica de terapia de choque é conhecida como "lavagem cerebral".

O sentido atual normalmente utilizado para a palavra "xamã" centraliza o termo numa pessoa bem sucedida de VI circuito e cruzando o abismo que separa o VI do VII.

VII - O circuito mítico


"Alguém perguntou: 'O que é seu caminho?'
Puman respondeu: 'O que é agora?'"
Ensinamento Zen

"O Amanhã nunca acontece, cara."
Janis Joplin, Janis in Concert

"Diga olá para minha Mãe e meu Pai, a Terra e o espaço."
Jimi Hendrix

"Vamos recriar o mundo. O palácio da concepção está em chamas."
Jim Morrison, Wilderness

"Os vários 'outros mundos', com os quais os seres humanos erraticamente tomam contato são os muitos elementos da totalidade da consciência pertencente à Mente Como um Todo."
Aldous Huxley, As Portas da Percepção

"Eu fui vítima de uma série de acidentes, como somos todos nós."
Kurt Vonnegut, The Sirens of Titan


É extremamente raro uma pessoa alcançar este circuito. Nele obtém-se o controle sobre a sincronicidade em si, e não só sobre a previsão desta. Isso faz da pessoa um arauto da evolução em si, um "mestre", como entendido pela teosofia, pela Golden Dawn ou por diversas outras ordens esotéricas.

De certa forma todas as pessoas que alcançaram este circuito são um só ser, pois livres da personalidade, que mataram ao cruzar o abismo anterior, elas deveriam ser da mesma essência ou estarem unidas na grande obra.

Visões, plano astral, experiências de "vidas passadas", são relativamente fáceis de obter, e são o tira-gosto da experiência de VII circuito. Como uma pessoa centrada num II ou III circuito pode facilmente obter estas experiências, ela normalmente vai usar os elementos conceituais de que é capaz, e vai descrevê-la com qualquer tipo de metáfora simpllória com que estiver acostumada: "espíritos", "extraterrestres", "arquétipos do inconsciente coletivo", "alucinações", etc.

Elas são tudo isso: são "extraterrestres" porque de certa forma estão muito além da gravidade, culpa/recompensa, comportamento territorial e mamífero, etc.; são "espíritos" porque no mínimo não são palpáveis, no sentido em que um estado de êxtase, uma alucinação, uma idéia, não é palpável; são "arquétipos", ou seja, são experiências universais que se repetem com padrões identificáveis; são "ilusão", já que não são uma realidade objetiva, que por sua vez provavelmente não existe.

São ainda nós mesmos no futuro, quando rompermos o espaço-tempo, seja a nível da consciência, seja ao nível de dispositivos tecnológicos futuros improváveis: "maquinas do tempo".

Em geral, são o que quisermos projetar, já que um processo neste nível envolve a realidade supra-conceptual, e não faz sentido enquadrar coisas deste tipo em qualquer categoria de pensamento. O VII circuito rompe o véu da manipulação da realidade. O xamã neste circuito cria realidades, da mesma forma que um xamã de III circuito cria conceitos.

O pensamento fractal está sediado neste circuito, onde tudo é visto com a extrema complexidade que merece. A resposta sempre aparece quando abandonamos a pergunta.

A pessoa comum bem sucedida neste circuito geralmente alcança um status messiânico de alguma forma. Não é preciso dizer que para entender a realidade como uma pessoa de VII circuito entende, é preciso uma suprema capacidade conceptual de III, e sem essa é comum o aprisionamento em abobrinhas místicas/emocionais de II ou em pseudo-ciência ou ciência dogmática de III. Sem o IV circuito bem desenvolvido ela nunca vai conseguir impor autoridade perante massas e se tornar um verdadeiro Hierofante, sem o V não vai ter "energia" e postura corporal, sem o VI não vai ter compaixão.

Este circuito é chamado de consciência neuro-genética, pois envolve de certa forma uma conspiração com nossos genes. Eles são outra metáfora para os Illuminati. São mestres de nossa fundação biológica, trabalhamos inconscientemente para eles durante todos os outros circuito. No VII "falamos" com eles, e somos intimados a colaborar em seus planos secretos de domínio do universo. Claro que isso é apenas a abobrinha biológica correspondente aos "espíritos" e "extraterrestres" dos mais "desinformados".
VIII - O circuito espiritual


"Há sucesso."
AL III, 69

"Assim acima como abaixo."
Hermes Trimegistus, A tábua de esmeralda


Hércules derrotou Cérbero. O Abismo foi conquistado.

Deste circuito há pouco a falar, exceto que ele e o primeiro são o mesmo até que a Deusa se ponha a parir a ilusão da separação das coisas. O xamã neste circuito o bebê, o Bobo. Seu irmão gêmeo idoso permanece o olho velado no triângulo.

Ela profere o nome de Deus ao sair do útero do tempo, num berro terrível e obstinado, em meio ao sangue de uma mãe e a abóbada da outra, criando a realidade.

O universo é bem sucedido neste circuito.

Chaos Pop Magick

PENSANDO SOBRE

Tudo o que você precisa para começar a paraticar magia é concentração, imaginação, habilidade de rir de si mesmo e aprender com os erros.Algumas pessoas gostam de se vestir como egípcios ou como monges para entrar no clima; Outros vestem máscaras animais ou fantasias de Barbarella.A função e o uso dessa parafernália é apenas como uma ajuda para a imaginação.

Qualquer coisa que você possa imaginar,qualquer coisa que você possa simbolizar,pode ser feito para provar mudanças mágicas em seu ambiente.


PRIMEIROS PASSOS NO CAMINHO

Magia é fácil de fazer.Dúzias de livros com regras e manuais de instrução estão disponíveis na seção de ocultismo ou na de “mente,corpo e espírito” das mais modernas livrarias.Muitos dos manuais foram escritos quando um poderoso e vingativo aparato da natureza estava tentando suprimir todas as outras estradas para a Verdade que muitos deles estão geralmente tão altamente codificados e disfarçados através de sistemas simbólicos arcanos queque isso raramente valia a pensa ? exceto pela idéia de como outras pessoas usavam SEUS poderes imaginativos para interpretar contatos e comunicações não-físicas.

Aleister Crowley - o Picasso mágico - escreveu isto e e eu não conseguiria dizer de forma melhor que a dele:
"Neste livro, fala-se de Sephiroth & de Caminhos, de Espíritos & de Encantamentos, de Deuses, Esferas, Planos e muitas outras coisas que podem ou não existir.

"É imaterial se existem ou não. Fazendo certas coisas, certos resultados acontecem; estudantes são seriamente avisados a não atribuir realidade objetiva ou validade filosófica a qualquer um deles?."

Esta é a mais importante regra de todas e é por isso que começamos com ela.Assim que você continue a aprender e desenvolver seus própios psicocosmos e estilos de prática mágica,assim que encontrar estranhos, e estranhos habitantes de mundos infernais e mundos superiores,você irá retornar a estas palavras de sabedoria de novo e de novo com um novo entendimento a cada vez.


COMO SER UM MÁGICO

Simples.Declare-se um mágico, aja como um mágico, pratique mágica diariamente.

Seja honesto sobre seu progresso, seus sucessos e falhas.Viajar com 500 cogumelos podem liberar seu esfíncter anal um pouco mas isto geralmente não lhe dará nenhum dos benefícios da mágica que estou discutindo aqui.Mágica se trata do que você pode trazer DE VOLTA dos Reinos Iluminados da Überconsciência.O mágico mergulha no Imenso Outro na busca de pistas, truques e tesouros que possa trazer para casa a fim de enriquecer a vida no mundo sólido.E se necessário, fingir ter feito isso.


COMO SER MÁGICO 2

Leia muitos livros para entrar no clima. Conversar sobre magia com não-mágicos é como conversar com virgens sobre transar.Ler sobre magia é como ler sobre sexo; Isso o deixaria excitado para a coisa real,mas não o deixaria perto de se divertir muito.

Ler dará um sentimento do que é merda e o que pode ser útilmente adaptado para seu estilo própio.Desenvolva discernimento.Não caia em cultos, paranóia ou complacência.Aprenda em quem acreditar e em quem evitar.


COMO SER MÁGICO 3

Feche os livros,pare de dar desculpas e COMECE.


MAGIA CONSCIENTE

Magia consciente é um belo meio particular de ver e interagir com o mundo real. Eu experenciei isto como o que eu posso apenas descrever de ?clique mental?, um sentimento de absoluta certeza acompanhada de uma percentual mudança que fez transições do mundo real numênico, extraordinário sentimento de sonhos. Magia consciente é um meio de experimentar e interagir com o ambiente intensificadamente, de maneira significante, simular os efeitos de viagens de algumas drogas, o método ?paranóico/crítico? de Salvador Dali, experiências de quase morte, etc.Muitas latências precognitivas e telepáticas tornaram-se ativas durante períodos de magia consciente.Este é o estado em que folhas de chá são lidas, maldições são lançadas,gols são marcados, poemas escritos.

Magia consciente pode ser praticada até que ela incorpore-se com e torne-se a consciência diária.Manter nestes níveis podem interferir em seu estilo de vida a menos que você tenha um que suporte longos períodos de rico pensamento associativo.


EXPERIMENTO

Como um primeiro exercício em magia consciente gaste cinco minutos olhando para todas as coisas ao seu redor como se TODAS ELAS estivessem tentando contar-lhe alguma coisa muito importante. Como aquela lâmpada foi parar exatamente ali?Porque a vítima do assassinato no jornal tem o mesmo sobrenome diferente que têm o seu sogro?Porque o telefone tocou , justo naquele momento em que você estava pensando nele?O que é aquela mancha na parede da construção oposta?Como isto faz você se sentir?

Cinco minutos durante os quais verá que tudo é significante, tudo é luminoso e poderoso em significado, como os objetos vistos em sonhos.

Vá!


EXPERIMENTO

Após o exercício anterior relaxe, vá para uma caminhada e interprete todas as coisas que você ver no caminho como uma mensagem do infinito para você. Olhe para padrões nos vôos doa pássaros. Faça sentenças oraculares das letras das placas dos carros. Olhe para o modo como as construções movem-se contra a linha do horizonte. Os barulhos nas ruas, vozes cortando-se repentinamente, a maioria comandos subliminares e pedidos. Ouça as entrelinhas. Ande tanto quanto você se sentir confortável.

Quanto mais sem rumo, mais você andará pelo beneficio da pura experiência, e mais longe magia consciente você estará imerso.

Magia consciente assemelha-se a estados de meditação para iluminação, transe pré-sono ? hipnagógico? ou atividade cerebral de ondas alfa.


MAGIA APLICADA

É sobre fazer coisas acontecerem e executar experimentos.

Nestes esforços nós não precisamos saber COMO magia funciona, apenas que funciona. Nós provamos isto ao fazer os trabalhos, registrar os resultados e compartilhar nossas informações com outros magos.
Magia teórica são todas as loucas idéias que você tem ao explicar as coisas que acontecem com você. Magia aplicada é o que faz elas acontecerem.


REGISTRO DA MAGIA

Sempre mantenha um diário de seus experimentos. É fácil se esquecer de coisas que você fez ou perder interessantes pequenas conecções e correspondências.Faça uma nota de tudo, do intento ao resultado.Faça uma nota das datas,tempo,meios,sucessos e falhas.

Estude A SI MESMO da mesma forma que um caçador estuda a caça.Explore suas próprias fraquezas para criar mudanças desejadas em si mesmo.


BANIMENTO

Banimento é a maneira de preparar um espaço para uso ritual. Há muitos elaborados rituais de banimento disponíveis, através de todo o espectro da pomposidade. Pense no banimento como instalar um software de proteção contra vírus. O banimento é um tipo de vacina contra infecções do Além.

Muitos banimentos têm a intenção de cercar o mago com um escudo impenetrável de vontade.Isto usualmente toma a forma de um conhecimento dos poderes elementais com os quatro pontos cardeais da bússola.Para alguns é algo como visualizar a si mesmo cercado e protegido por colunas de luz ou quatro anjos.Qualquer imagem de proteção servirá sejam elas espaço-naves, super-heróis,monges lutadores,qualquer coisa.Eu não me importo com nenhuma em particular e usualmente visualizo uma radiação borbulhante ao exterior de meu corpo em todo espaço ao seu redor,acima e a baixo,tanto quanto eu acredito que irei precisar.

Por que a necessidade de proteção?

Lembre-se que você pode estar abrindo alguma parte de si mesmo para um influxo de informação não-ordinário, aparentemente de ?Outras? fontes. Se você realiza magia prática cerimonial e quer invocar formas divinas ou espíritos (aguarde pelas continuações) essas coisas irão sem dúvida acontecer. Nossos fundamentos serão testados. Há sempre o perigo de obsessão e loucura. Assim que o trabalho com magia prosseguir, você será forçado a confrontar-se com seus mais profundos e escuros medos e desejos. É fácil tornar-se assustado, paranóico e estúpido.Permaneça fluído, não se apegue a nenhuma auto-imagem e mantenha seu sendo de humor sempre.

Banimentos lembra-nos de que não importa quantos deuses se converse, você continua tendo que pegar filas em bancos e estar hábil a cozinhar seu jantar e conversar com as pessoas sem assustá-los.

Quando você completa qualquer trabalho em magia, dê a si mesmo uma boa risada,uma boa refeição,uma boa transa,uma corrida ou qualquer coisa que conecte-o ao mundo real.Banimentos realizados após seu ritual é como terminar o trabalho com uma descompressão de volta ao mundo normal de direitos,de paradas de ônibus e satisfação profissional.O trabalho do mago não é para perder-se nos Outrosmundos, mas para trazer deles tesouros para todos usufruírem deles.


SIGILOS

No estilo Pop Magic!, o sigilo é a primeira e a mais efetiva das arma no arsenal de qualquer mago moderno.

A técnica dos sigilos foi reconceitualizada e modernizada por Austin Osman Spare no século 20 e popularizada pelos magos caotistas e o Temple of Psychic Youth durante os anos 80.

Um sigilo é um símbolo carregado magicamente como este:


sig1.jpg


O sigilo pega um desejo ou intento mágico- vamos dizer, É MEU DESEJO VISITAR RWANDA (você pode é claro,colocar qualquer desejo que você queira) e dobre-o, criando um símbolo altamente carregado.O desejo é então esquecido.Apenas o símbolo resta e pode então ser carregado para máxima potência quando o mágico escolher.

Esquecer o desejo em sua forma verbal pode ser difícil se você começou muito ambiciosamente. Não há como carregar um sigilo para ganhar a loteria se você não comprar um bilhete. Comece com coisas em que não esteja tão emocionalmente envolvido. Eu normalmente faço sigilos para conhecer pessoas que estou interessado ou por qualidades particulares que eu necessito em dada situação. Eu também uso sigilos para saúde, para localizar objetos perdidos e por uma mudança massiva global. Eu venho os usando por vinte anos e eles SEMPRE deram certo.

Para mim, o período entre lançar o sigilo e sua manifestação como um evento no mundo real é normalmente 3 dias, 3 semanas ou 3 meses dependendo das variáveis envolvidas.

Sigilos SEMPRE dão certo. Se você encontrar quaisquer problemas para que funcionem para você, você deve estar fazendo errado.

Então.Comece a transformar seu desejo em um símbolo com vibrações puras como estas:

Primeiro remova as vogais e as letras repetidas para deixar um conjunto de consoantes - MDSJVTRWN.

Agora, comece a reduzir o conjunto, misturando ou combinando linhas e brincando com as letras até um restar um hieróglifo parecido aproximadamente com uma bruxa.Quando estiver satisfeito,está terminado,você pode ficar com algo parecido com este:

sig2.jpg



Muitos sigilos feitos em casa parecem um pequeno fantasma ou alienígena ? como escrita UFO ou desenhos de bruxas.Não existem regras sobre como seu sigilo deve se parecer,contanto que ele FUNCIONE para você.APENAS RESULTADOS são importantes neste estágio.Se alguma coisa não estiver funcionando,tente algo mais.O ponto não é acreditar em magia, o ponto é fazer isto e ver os resultados.

Carregar e lançar seu sigilo é a parte divertida (É frequentemente recomendado que se faça um monte de sigilos e os carregue depois quando você já estiver esquecido o que eles representavam originalmente).

Agora, muitos de nós inicialmente encontram dificuldades para manter a precisa concentração zen como necessária para trabalhar magia em larga-escala.A concentração pode ser aprendida com tempo e melhorada.Mas, sigilos fazem isto lado a lado com anos de treinamento.Para carregar seu sigilo você deve se concentrar na figura,e deixar aquela forma em sua mente assim você evacua todos os outros pensamentos.

Totalmente impossível,você poderia dizer, mas o corpo humano possui vários mecanismos para induzir breves estados ?em branco?.Jejum,girar,exaustão intensa,medo,sexo,efeito lutar ou morrer, todos fazem este truque.Eu já carreguei sigilos quando pulava bungee-jumping,deitado morrendo em uma cama de hospital,experimentando um eclipse solar total e dançando techno.Todos estes métodos provaram ser altamente efetivos,mas nada ,para os novatos, supera a


TÉCNICA BRONHA

De qualquer forma, mastubação mágica é o mais divertido e igualmente mais sério que o secular balançar das mãos e tudo o que requer é isto: No momento do orgasmo, você deve ver a imagem de seu sigilo escolhido flamejando ante seus olhos e projetá-lo para dentro da etérea mídiaesfera e logoversos onde desejos abundam e condensam-se em carne.O sigilo pode ser escrito em papel,em sua mão ou seu peito.Na nuca de um amante ou onde quer que você pense que será mais efetivo.

No momento do orgasmo, a sua consciência “pisca”.Nesta “piscada”, neste abissal estalo na percepção, um sigilo pode ser lançado.

Masturbação é apenas UM de incontáveis métodos que você pode usar para levar seu estado mental a um ponto para o preciso segundo necessário que leva para carregar e lançar um sigilo.Sugiro masturbação pois eu sou um cara carinhoso,pois é conveniente e pois é muito divertido para a maioria de nós.

De qualquer forma…não se muda o Universo simplesmente por se masturbar (conte ISSO para os milhões de espermatozóides lutando por suas vidas e o futuro da sua espécie dentro de um preservativo).Se isso fosse verdade, qualquer vaga fantasia que tivéssemos em nossas cabeças no momento do orgasmo tornariam-se reais em meses.Intenção é o que faz a diferença aqui.

Esqueça a masturbação por um momento se puder e relembre que o sigilo é a parte importante da magia realizada aqui.O momento do orgasmo irá limpar a sua mente, isto é tudo.Existem outras numerosas formas de limpar a sua mente e você pode usar qualquer uma delas.Dançar ou girar até a exaustão são muito efetivos.

Meditação é efetivo mas leva anos para se aprender apropriadamente.Medo e choque são muito bons para se carregar sigilos, então você pode assistir um filme de terror e lançá-lo no momento em que a cabeça do heroí vem caindo pela escada até o colo de sua namorada.Uma corrida ao redor do quarteirão com um sigilo pode ser o suficiente para carregá-lo, então porque não experimentar?

Tente lançar seu sigilo enquanto estiver saltando de bungee-jump de uma ponte,ou talvez sentado nu no cemitério local ? noite.Ou dançar até cair.O importante é encontrar seu próprio melhor método para parar aquela conversa interna apenas o suficiente para lançar uma visualização feroz, um sigilo flamejante ultravioleta durante esse tempo.Estados de exaustão seguidos de QUALQUER despertar intenso ou privação são ideais.

E se você experimentar e continuar tendo problemas com sigilos, tente alguns dos outros exercícios para iniciantes por um tempo.Eu conheci um punhado de pessoas que genuinamente me contaram não conseguir fazer sigilos funcionarem então talvez exista uns poucos de vocês que genuinamente terão problema com isto.Falta de sorte não significa que não há magia para você.Eu não consigo tirar “Twinkle Tinkle Little Star…” de um clarinete mas eu posso tocar guitarra o suficiente para escrever centenas de canções fabulosas.Se eu sou ruim com o clarinete e não vou a lugar nenhum, isso significa que não haja algo como música? Ou isto parece apenas indicar simplesmente que eu tenho aptidão para tocar guitarra que eu não consigo ver replicado usando um clarinete? Se quero fazer música eu uso o instrumento que me seja mais confortável e esteja mais acostumado.O mesmo é verdade para a prática mágica.Não se preocupe com isso.Não se trata de defender um sistema de crença, se trata de produzir resultados.

USE APENAS O QUE FUNCIONA.


SIGILOS: MANEJO

Algumas pessoas mantêm seus sigilos, manejando-os em um elemento apropriado ao intento mágico (eu já queimei,enterrei, dei descarga e lancei aos ventos, dependendo da forma como me sentia sobre eles. Sigilos-de-amor vão para a água - descarga abaixo, jogados em rios ou fervidos num caldeirão. Sigilos-de-guerra são queimados etc. Alguns de meus sigilos continuam á minha volta, pois decidi que eles são lentos e vale a pena mantê-los. Faça o que sentir ser o certo e produzir resultados).


SIGILOS VIRAIS

O sigilo viral também conhecido como MARCA ou LOGO não é de recente desenvolvimento (veja os Nazistas, décadas de 20 e 40,século 20), mas têm se tornado um fenômeno global inescapável nos anos recentes.Os nazistas forma os últimos pensadores da Era Imperial,eles mantiveram seu pensamento de dominação mundial tencionados sobre o ?inimigo? e tomar seu real estado.Se apenas dessem uma olhada para ver que a dominação global é apenas possível, utilizando-se dos métodos furtivos corporativos de ataque e combiná-los com seus incontestáveis sensos de design; os artistas rejeitados que engenheiraram o Terceiro Reich poderiam ter criado a primeira super marca global da história.Os Arcos Dourados do McDonald,o símbolo da Nike e o autógrafo da Virgin são todos sigilos virais corporativos.

Sigilos corporativos são super reprodutores.Eles atacam o espaço imaginativo em branco.Eles invadem Red Square,eles infestam as estranhas ruas do Tibet,eles tornaram-se hairstyles.Eles reproduzem-se através de roupas,tornando pessoas em cartazes de anúncios.Eles são um poderoso desenvolvimento na história da magia de sigilos, a qual data do primeiro bisão pintado na primeira caverna.

O logo ou marca, como qualquer sigilo,é uma condensação,um símbolo comprimido, invocando do mundo do desejo os intentos corporativos para representar.O logo é apenas o sinal visível da inteligência corporativa fervilhando por detrás dele.Walt Disney morreu a muito, mas seu sigilo,sua assinatura cartunesca persiste, carregando sua própia e vasto peso de significados, associações, nostalgia e sentido.Pessoas nascem e crescem para tornarem-se executivas da Disney, falando o jargão e o credo de uma entidade corporativa viva.Walt Disney, o homem, está morto e congelado (ou talvez seja apenas mais um mito popular de que ele esteja), mas Disney, a marca, a imersiva egrégora invisível corporativa persiste.

Entedidades corporativas são ótimas para se estudar e poder ensinar ao mago observador muito sobre o que elas realmente significam quando nós usamos a palavra “Magia”.Eles e outros fantasmas assim controlam nosso mundo de início do século 21.


EXPERIMENTO

Pense com empenho sobre porque o espírito da Coca-Cola é mais forte do que o espírito da Pepsi (que grandioso complexo de idéias, desejos e deficiências tem o logo da Coca ao ter sucesso em condensar em duas palavras, duas cores, pegando o conceito de Novolíngua de “1984” de George Orwell para uma conclusão lógica?).Veja os hábitos dos grandes predadores corporativos do mundo como FOX, MICROSOFT ou AOL TIME WARNER.Monitore seus movimentos através do tempo, e observe seus hábitos alimentares e métodos de predação, monitore seus comportamentos repetidos e note como eles reagem a mudanças e inovação.Aprenda como imitá-los, roube suas estratégias de sucesso e use-as como suas.Crie sua própria companhia limitada ou corporação. É relativamente fácil de se fazer com alguma burocracia e um pouco de dinheiro (NT:Lembrem-se que isto foi escrito nos EUA).Crie sua própria marca, seu próprio logo e veja o quão rápido você pode fazer isso expandir e interagir com outras enteidades corporativas.

Construa seu próprio deus e deixe-o livre.


HYPERSIGILOS

O “hypersigilo” ou “supersigilo” leva o sigilo além do conceito da imagem estática e incorpora elementos como caracterização, drama e plot. O hypersigilo é um sigilo extendido pela quarta dimensão.Minha série de quadrinhos Os Invisíveis foi um isgilo que durou 6 anos sob a forma de uma aventura do oculto consumindo e alegrando a minha vida durante o período de duração e execução.O hypersigilo é um método poderosamente imersivo e ? s vezes perigoso para alterar a realidade de acordo com a intenção.Os resultados podem ser extraordinariamente chocantes.


EXPERIMENTO

Após tornar-se familar com o método tradicional de sigilo, veja se você consegue criar seu próprio hypersigilo. O hypersigilo pode tomar a forma de um poema, uma história, uma dança ou qualquer outra atividade artística que deseje tentar.Esta é uma tecnologia de desenvolvimento recente, então os parâmetros ainda devem serem explorados.Para isto é importante se tornar completamente aborvido no hypersigilo como manifestação; pois requer um elevado grau de absorção e concentração (o qual pode levar a obsessão ! Você pode sempre fazer um banimento no final) como muitos trabalhos de arte.O hypersigilo é um modelo dinâmico em miniatura do universo do mago, um holograma, microcosmo ou “boneco vodoo” o qual pode ser manipulado em tempo real para se produzir mudanças no ambiente macroscópico da vida real.


COMO BATER PAPO COM DEUSES

Aceite isto por um instante; Existem Grandes Idéias no mundo.Elas eram grandes que você nascesse e elas continuação após modelarmos elas.RAIVA é uma dessas Grandes Idéias, AMOR é outra.Então existirá MEDO e CULPA.

Logo…Para invocar um Deus, alguém teria apenas que se concentrar naquele Deus para excluir de todo e qualquer outro pensamento.Vamos dizer que você queira invocar a Grande Idéia COMUNICAÇÃO na forma do Deus Hermes, para ele lhe dar lábia.Hermes é a personificação Grega do pensamento rápido, arte, soletração e as qualidades que ele representa quando personificado por artistas clássicos como um símbolo de uma etrena velocidade e juventude nua, emplumado com pequenas asas e vestido apenas com nuvens do ar.Hermes é condensado em uma forma pictorial - um sigilo na verdade - de um facilmente reconhecível estado humano de consciência.Quando suas palavras e mentes estão ágeis, quando nós arrancamos risadas dos outros, quando fazemos poesia, nós estamos na presença real de Hermes.Nós, na verdade, estamos possuídos por esse Deus.

Eu não estou sugerindo que exista um real ou mesmo intangível Monte Olimpo Platônico onde deidades hollywoodianas sentam-se numa piscina mágica olhando os casos mortais e parando apenas para se manifestar a um de nós “crentes” neles, forte o bastante. Deve ser assim para todos, eu sei, mas isto parece ser uma forma bem complicada de se explicar algo bem simples.A verdade é que não precisa EXISTIR um Monte Olimpo para que você encontre Hermes ou algo como ele usando um nome diferente.

Você nem mesmo precisa acreditar em Deuses gregos para invocar quaisquer número deles.Hermes personifica uma Grande Idéia e tudo o que você tem que fazer é pensar nele fervorosamente e ele irá aparecer tão rápido real em sua mente que você irá perceber instantaneamente.

As pessoas tendem a ficar possuídas por Deuses arbitrariamente por que elas não os reconhecem como tal; Um homem pode ser dominado por raiva (o deus grego Ares), nós todos podemos “nos perder” em paixão (Afrodite) ou pesar (Hades). Na vida nós encontramos estas Grandes Idéias mas nós não usamos a palavra “Deus” para descrevê-las.A consciência mágica evoca estes estados e renomeia eles Deuses como um meio de separá-los de nosso Eu, como um meio de estudá-los e aprender.

Você pode desejar encontrar com Hermes se você está começando uma novela, dando um discurso, ou simplesmente quer entreter alguma belezinha com seu incrível papo.

QUANTOS HERMES?

A forma que a Grande Idéia toma, depende de sua tradição ou desejo.A beleza elétrica da juventude dos gregos é uma bem conhecida imagem nas esculturas ocidentais, tendo sido apropriados por todos desde a era de ouro do FLASH dos quadrinhos até o logo da cadeia de floristas INTERFLORA.

Outras culturas personificam velocidade, agilidade e ilusão um pouco diferente, mas o mesmo complexo básico de idéias permanece o mesmo ao redor do mundo: velocidade, palavras,escrever,magia,truques,perspicácia,todas elas são qualidades associadas a Hermes, mas na Índia esta Grande Idéia é personificada não como um magro corredor de chapéu mas como um jovem gordo com cabeça de elefante e uma presa quebrada com a qual ele escreve a história em andamento do Universo.Basta pensar neles (e a maioria de nós pode) então você já é capaz de invocar Deuses & Grandes Idéias.

No Egito a mesma Grande Idéia é conhecida como Thoth, quem criou os símbolos no baralho de tarô.Na tradição islandesa é Odin ou “Wotan”, senhor dos trovões e comunicação.(Como os VDUs que vemos todos os dias, Wotan é caolho e em seus pés sentam-se dois corvos, Pensamento e Memóri, que lhe trazem informação instantânea de todo o mundo.Ele pode ser bem útil nesta forma se você precisar disciplinar um PC rebelde).

Hermes, Mercúrio, Odin, Ganesh, Thoth; Todos estes nomes representam variantes personificações nos temas de Comunicação e velocidade.Reducionistas poderiam vir a entender a magia por considerar o “Monte Olimpo” como uma metáfora para a mente coletiva humana.


EXPERIMENTO

Escolha um Deus tradicional ou demônio de um livro de magia ou mitologia e aprenda tanto quanto poder sobre seu assunto escolhido.Eu sugiro que comece com uma Deidade begnina ao menos que você seja estúpido ou durão e queira se meter em algum tipo de negócio psíquico sujo, neste caso escolha um demônio de um daqueles grimórios medievais e espero que seja forte o suficiente para lidar com os intensos sentimentos negativos “demôniacos” encorpados.

De qualquer forma, eu sugiro primeiro começar com Hermes, o Deus da Magia em sua variação como Ganesh.Ganesh é conhecido como um eliminador de obstáculos e parte de seu complexo de idéias é que ele abre abre os caminhos do mundo mágico, então é sempre bom ganhar conhecimento primeiro se você está seriamente pensando em seguir um caminho mágico.

Chame fervorosamente por Hermes.Deleite-se em seus atributos.Beba café ou Red Bull em seu nome ou tome uma linha de speed dependendo de seu nível em abuso de drogas.Coloque na sua cabeça imagens velozes de jatos, carros e trens bala. Toque “Ray of Light” da Madonna e invoque Hermes.Cerque-se de revistas do FLASH, chame por Hermes.

Conte-lhe como ele é maravilhoso em suas próprias palavras e o chame para si, construindo uma ponte entre seus próprios sentimentos de engrandecimento e as energias descendendo da Grande Idéia.

A chegada do Deus será inconfundível: você não deverá experimentar um senso de presença ou mesmo possessão suave (lembre o que isto SIGNIFICA; nós estamos possuídos por VÊNUS quando o AMOR destrói nossa razão.Aprenda a reconhecer os sentimentos especificos que a palavra “possessão” descreve.Isto irá permiti-lo estudar sua Grande Idéia escolhida e seus efeitos no sistema nervoso humano tão perto quantopossível sem se tornar muito apavorado ou emocionalmente sobrecarregado).

Você ouvirá uma voz distinta dentro de sua cabeça, a qual parece ter uma qualidade estranha-porém-familiar de “Outro” ou separação.Faça perguntas e tome notas das respostas em sua cabeça.Lembre-se de qualquer coisa específica que você ouvir e escreva não importando o quão estranho lhe pareça.Mantenha o senso do contato, pergunte e responda tanto quanto você estiver apto e veja o quanto consegue aprender.

Lembre-se que Hermes é trapaceiro também e um amante de linguagem e jogos, então esteja preparado para engenhosos jogos de palavras e enigmas quando estiver em contato com estas Grandes Idéias.Ás vezes a torrente rápida de trocadilhos e charadas podem ser vistos como um pesadelo de interações fractais mas se você está indo jogar com Hermes, esteja preparado para pensar rápido e impressioná-lo com sua inteligência.

Se, por outro lado, existe apenas uma insinuação do desaparecimento da presença sobrenatural ou nada mesmo, não se preocupe.Tente novamente com Ganesh, Odin ou um Deus que você se sinta mais alinhado.Mantenha-se fazendo o experimento até que você tenha sucesso em gerar o estado mental requerido.Não é difícil; se você pode tornar-se Raivoso, Triste ou Feliz apenas pensando nisto (e a maioria de nós pode) então você já é capaz de invocar Deuses e Grandes Idéias.


DEMÔNIOS SÃO…

Não mais, não menos do que do jeito que você se sente interiormente depois de ter sido chutado por um amado ou exposto por alguém como louco ou qualquer outro valor negativo típico que temos acesso como seres humanos.Inferno é APENAS a Servidão Eterna e o Lugar de Nossos Eus Desfeitos. Quando Nietzsche proclamou “Deus está morto !” ele esqueceu de adicionar que Satã também está morto e que nós estamos livres de todos estes conceitos antiquados.


EXPERIMENTO:

Use as técnicas que você aprendeu para invocar Deuses e Demônios clássico e aplique-os a seres que você SABE certamente que não podem ser reais, como os Deuses das histórias de Jack Kirby, Monstros dos Mitos de Cthulhu de H.P. Lovecraft, Pokémons, ou os Cenobitas de Clive Barker.

Você irá descobrir que você pode evocar qualquer um destes personagens exóticos para uma manifestação física.No lugar de Hermes, o Deus mensageiro é possível convocar o mesmo complexo de uma forma cultural bem diferente - Eu recomendo ao menos uma invocação da velocidade mercurial de Hermes na forma de Metron, o Deus explorador intelectual computadorizado dos quadrinhos dos “Novos Deuses” de Jack Kirby.Eu tive um grande sucesso contatando os Deuses de Kirby, incluindo um memorável encontro com a Grande Idéia da Raiva Honrada no seu aspecto como Órion ao me cercar com imagens dos quadrinhos de Kirby, tocar “Mars” da “Planets Suite” ou “Revolution #9″ dos Beatles, ou simplesmente ao tocar sons de armas de fogo e bombas de discos de efeitos especiais.

Convocar James Bond antes de um encontro ao tocar os temas de Goldfinger e Thunderball enquanto você veste um terno.

Ou tente convocar Dionísio, Deus do delírio criativo, em seu aspecto mais engenhoso, como Ace Ventura o detetive de animais dos filmes de Jim Carrey - cercando-se com seus animais de estimação ou miniaturas de animais, imite os movimentos distintos do ator e use-os para formular um sigilo físico enquanto você o encena em seu espaço ritual escolhido.Faça isso enquanto você TORNA-SE Dionísio como Ace Ventura.Lembre-se o que acontece com o senso de si mesmo e pense nas formas de usar estas qualidades “divinas” que convocou para si ( ou conseguiu de seu “subconciente”, dependendo de quais modelos você escolheu para explicar suas experiências).

Pense nestas novas qualidades apenas Divinas como aplicativos que você pode fazer o upload quando precisar deles.Quanto mais você rodar o aplicativo mais convincente e intrínseco parecerá. Isso ocorre assim como atores encontram dificuldades para “entrar” nos personagens e o porque de magos também sentem-se possuídos por Deuses ou Demônios.Aplicativos estão sendo rodados.

Você irá logo realizar que Deuses são “qualidades” ou estados normais de consciência disponíveis para todos.Com muita prática você tornará-se proeficiente em acessar estes estados em si mesmo.De qualquer forma, não aja como se estes estados fossem APENAS processos psicológicos internos.As Grandes Idéias tem estado aqui muito antes de você e irão estar muito tempo depois que você se for.Elas podem ser encaradas como qualidades imensamente poderosas autônomas e devem ser respeitadas tanto quanto.

Invocar muita RAIVA para sua vida irá fazê-lo um chato e violento; invocando muita COMUNICAÇÃO ao custo de outras qualidades, o fará um daqueles tagarelas pedantes e assim por diante.

Sempre existe perigo quando um “deus” é devotado em favor de todos os outros.Se você convoca Ace Ventura você pode descobrir que não se tornou criativo e divertido mas um importunador.Se você invocar os Cenobitas ficcionais de Clive Baker apenas para ver se o que estou colocando aqui é absoluto nonsense, esteja preparado para lidar com poderosos tipos de dominação, tortura, submissão e dor para estes estados que definem os parâmetros operacionais dos cenobitas.


CURA

Meu método preferido para cura é a técnica espirualistica de “estender as mãos”, a qual envolve uma simples prece caseira para a congregação dos “curandeiros e vegetarianos” mortos que habitam o “outro lado” e dizer que queremos auxiliar aqueles que precisam de ajuda.Este processo é acompanhado por concentração intensa e visualização do processo criativo.Isso sempre funciona muito bem, e pode ser muito efetivo em conjunto com um sigilo.


EXPERIMENTO

Visite sua igreja espiritualista local, se tiver uma, e peça uma demonstração de seu poderoso método curativo.


CARA, ONDE ESTÁ MEU EGO?

O “ego” - em um sentido negativo - é aquele senso ossificado de um estável e imutável “eu” com o qual as pessoas usam como uma defesa contra o Medo da Mudança e da Morte.O EU é como uma armadura; protege e conforta mas o EU não é muito bom em realizar evoluções, fazer contato efetivo ou se adaptar a novas situações.Por outro lado, o Ego, com um E maiúsculo pode ser uma útil ferramenta quando tudo mais estiver caindo.O Ego cria uma direção heróico através da Transcendência que CONSOME E RESOLVE aquela direção em um contexto mais elevado.

É importante lembrar que você não pode ir além de seu ego até ter desenvolvido um lugar para ir.O ego, como o Eu Individual, é um andaime para o que nós conhecemos como superego ou memeplexo (para usar o termo de Susan Blackmore para o que chamamos de “personalidade”).

O andaime é uma parte necessária de qualquer construção, mas nos últimos séculos nós temos sido encourajados a confundir o andaime com a construção.O eu soberano individual é o resultado desse processo e hoje é muito difícil de se livrar dele sem cair em perigosos traumas de extinção existencial, mas como outros estágios do crescimento isso é apenas um estágio que deve ser ultrapassado.

Desmontar o conceito de “individualidade” ao deliberadamente criar múltiplos, criando “egos”, personas, memeplexos ou eu é o almejado, ao menos para mim, como um método de constelações fluidas de Múltiplas Personalidades, por expor “a personalidade” como apenas uma opção comportamental de um menu com várias.


O ABISMO

Aleister Crowley incorporou a destruição da estrutura do Eu Egóico como Choronzon, o Demônio 333. Choronzon, nos é dito, é o guardião devorador do “o Abismo” (O Abismo sendo um termo adequadamente dramático e evocativo por uma “fenda” na consciência humana). O termo pode ser aplicado ao estado mental durante o qual a consciência do Eu Egóico Individual começa a se canibalizar a si mesmo em vez de confrontar o fato assustador de que a Personalidade não é “real” no sentido existêncial e é simplesmente uma estratégia comportamental.

Muitos de nós tiveram pequenas experiências da gigantesca fronteira do complexo Mega-ChoronzonnoznorohC-ageM; o Encontro com Choronzônico é presente no implacável, vagaroso auto-interrogatório de uso de anfetaminas, febres e experiências de quase-morte.Pense numa mente conversando, aniquilando a si mesma em auto-examinação sem parar e você irá ouvir a voz de Choronzon.

Choronzon então, é o Eu Existencial na última fenda, mascando seu próprio cérebro, procurando pensamentos e apenas encontrando o enigma da Base sem base. Choronzon é quando não há nada além de morrer para o nada.Além do Choronzon, conceitos de personalidade e identidade não podem sobreviver.Além do Choronzon não há nem mesmo nosso Eu. A “personalidade” na margem do Absimo irá fazer nada, dizer nada e não vai encontrar nenhuma desculpa para se livrar de desintegra-se em “não-ser”.

Muitos de nós nas terrivelmente populares tradições Consumistas Ocidentais tendemos a esperar até a morte antes mesmo de considerar Choronzon.Desde que nós possamos assumir que o senso do Eu Egóico é completamente devorado em um incêndio de culpa, fúria, auto-acusação, paz perfeita ou o última cheia de endorfina que acontece 5 minutos antes da morte cerebral, o momento da morte parece ser para mim uma uma vulnerável particularidade na qual pela primeira vez encaramos o terror Existencial.

Melhor ir para lá cedo e explorar o lugar.Morrer antes de estar morrendo é uma das grande Provas do caminho mágico.

O Abismo, então, é aquilo que limita o Eu consciente onde os significados estão ? volta e em reverso em seu oposto absoluto e que é consumido em “Ácido Choronzon”, um hypersolvente tão potente que dissolve o PróprioEu. Aqui você irá encontrar no imenso muro de fronteira do SER/NÃO SER no ponto máximo da Consciência Egóica e ser destruído contra ele.O Abismo é um hiato na consciência onde as noções de identidade, raça, ser e território são consumidas em uma fúria agonizante de contradição.

Magos que tenham “atravessado” com sucesso o Abismo não são considerados mais humanos, no sentido de que sobreviveram esta prova necessária de quebrar o EU em múltiplos complexos de personalidade.


EXPERIMENTO

O assim chamado “Juramento do Abismo”, é um encontro corrosivo com as forças Choronzonicas dentro da personalidade.Não é algo para se fazer levianamente e eu sugiro muitos anos de prática mágica antes de tentar algo tão estúpido, glamuroso e destrutivo de nosso cuidadosamente estabelecido EU. As recompensas de atravessar com sucesso o Abismo são muitas mas uma tentativa falha pode levar ao mágico a se quebrar por dentro, consumido por dúvida, medo e insegurança, além de inutilidade para a comunidade dele ou dela.


REVOLTA NA MAGIA!

Tornar-se um mago é em si mesmo um ato revolucionário com amplas conseqüências.Antes de ir destruir “o Sistema”, de qualquer forma, lembre primeiro que nós o fizemos em nosso próprio interesse.Nós o sustentamos constantemente, seja concordando, com nosso suporte, ou no oposto com nosso desrespeito. Os oponentes do Sistema são mais uma função do Sistema como seus defensores.O Sistema é um fantasma assombrando as mentes dos seres humanos operando com “o Sistema”.São pais virtuais que nós fizemos para olhar para nós.Nós fizemos isso bem grande e difícil de se ver inteiramente,o servimos e nutrimos todo dia. Existe algum ano que não nasça policiais ou médicos? Por que artistas raramente querem se tornar policiais?

Para cada McDonald que você exploda, “eles” irão construir dois. Ao invés de colocar um chumaço de Semtex entre o Lanche Feliz e a embalagem, trilhe seu caminho através dos quadros da empresa, tome a cadeira da Diretoria e transforme a companhia em um estoque internacional de risadas.Você irá aprender uma grande lição sobre magia no caminho. Então vá para a Disney, Nintendo, ou qualquer um que queira.E se “o Sistema” não é seu inimigo afinal? E se pelo contrário ele é nosso playground? Ambientes naturais nos quais magos pop nascem? Nossa selva, nosso oceano e nossas geleiras…Para barganhar, dançar e tranformar, tão bem quanto pudermos, em poesia ?

E se?